Archive

Monthly Archives: March 2012


A ida ao Café “Flor do Jardim”(Baltazar) para comer o famoso prego a casa foi digna de nota, e supostamente deveríamos ter ido também ao Fornos de Lava, ao Açor e ao Manezinho, mas os encantos da comidinha caseira por esta vez foram mais apelativos…

Os dias passavam-se num doce langor, entre snorkeling e imensos passeios de barco pela Fajã da Ribeira da Areia, Fajã do Mero, Fajã das Pontas, Fajã Penedia, Fajã dos Cubres, Fajã de Santo Cristo, Fajã do Sanguinhal… ver a Ilha pelo Mar é, por isso, um must do.

Aconselhável (imprescindível, mesmo), é o aluguer de um carro. As paisagens são imperdíveis e o objectivo é palmilhar a Ilha de lés a lés!…Fajã das Almas, Topo, Fajã de São João, Ribeira Seca, Norte Pequeno, Norte Grande, Ribeira da Areia…põe um CD dos XX a tocar (aquelas mesmo a puxar para o nostálgico) e é só curtir a paisagem…

É um gozo ter-se a sensação de “arquipélago”, porque o Pico está mesmo ali à frente, a fazer pose, e porque…ah! consigo perfeitamente ver as luzes da Terceira à noite…

Um dos spots imperdíveis em São Jorge, especialmente para quem tiver saudades de praia com areia, é a Fajã de São João, com o seu acesso de ruas retorcidas, inclinadas e estreitinhas (há que ter cuidado com o espelho retrovisor, mas aquilo a que é mais difícil de chegar sabe melhor, certo?). Depois da praia, o que sabe bem parar no cafezinho do Sr. Águeda, mesmo em frente a uma fontezinha, para uma Mini geladinha e a sandezinha com queijinho da Ilha…

Outro será, é claro, ir a discoteca Zodíaco (i.e. o Lux lá da zona). Faz parte imprescindível do roteiro turístico…convém antes passar pelo café Clube Náutico de Velas, no Cais das Velas, onde o Ciro Costa há anos brinda a malta com os (nem – por  – isso – últimos) hits dos quatro cantos da Lusofonia (e viva a globalização cultural!)…kizombas de 1990 (Yolanda…Yolanda…cantado a plenos pulmões!), forró do Nordeste Brasileiro (Ai se eu te pego e delícias que tais), Quim Barreiros (quer alho, quer) ou ainda o exótico Vira à Minhota. E o pessoal sempre a bailar, ou em modus bairro alto, à conversa ao ar livre, com a voz do Sr. Ciro a amaciar a noite…

Um dos dias foi destinado ao Pico e ao Faial, para onde fomos de Sea Spirit e tivemos de voltar de Expresso, que liga São Jorge, Pico e Faial.

Digamos que o barco em que seguíamos inicialmente inquietou-se a caminho. Mas como devemos fazer limonadas se a vida nos der limões, foi a oportunidade perfeita para mergulhos no meio do Oceano, com golfinhos nas proximidades. Luxo! Get it?

No Pico, a estadia foi efémera…demos apenas uma voltinha pela Vila de São Roque e almoçámos na Madalena. Já no Faial, claro que não poderíamos deixar de provar o Gin do Mar do icónico Peter´s, dar uns mergulhos na Praia do Porto Pim, uma voltinha pela  Marina (nunca vi uma marina tanto escrita) e pela marginal.

Sweet!!!

To be continued.


A chegada foi palco do melhor dos reencontros femininos: muitos abraços, beijinhos, gritinhos ininteligíveis, histeria q.b., braços no ar a gritar “São Jorgeeeeeeeeeeeee”… e pouco depois a equação foi: 5 miúdas + 10 malas  + 20 boiões de creme + 1 carro = (preencha como entender).

Quando chegamos às Velas foi largar malas, enfiar biquinis e literalmente cerca de meia hora depois de termos aterrado estávamos no meio do Oceano Atlântico a dar mergulhos e a matar a sede a Gin tónico, rodeadas pelo Verde (sim, com V maiúsculo, porque ele é um Senhor e muito respeitável) imenso da Ilha….se alguém um dia me pedir para descrever um dia de luxo, não tenho dúvidas sobre que dia relatar…

A partir daqui, a aventura foi non-stop….de barco fomos até a Fajã das Almas, ao encontro de amigos – dos – nossos – amigos – que – também – se – tornaram – nossos, onde literalmente crashamos em casa de um deles, para almoçar, descalças e molhadas dos pés à cabeça…

Tínhamos chegado há pouco mais de duas horas e já estávamos completamente em modo São Jorgense…noutro ritmo e noutravibe…transformações das quais ainda não nos tínhamos apercebido, mas que mais tarde dificilmente ignoraríamos…

Não há nada como fazer uma viagem com “locals” e fingirmo-nos também parte daquele lugar! É que as viagens mais marcantes são indubitavelmente feitas “de” pessoas, ainda mais que dos sítios.

Claramente não estávamos de visita aos Açores. Estávamos a vivê-lo!

Seguiram-se inúmeros passeios de barco, pelo Arco, Entre-os-Morros, Queimada, Urzelina, onde até um Touro nadador conseguimos ver (i.e., um Touro coitadinho que foi parar à água durante uma tourada, mas que lá se conseguiu safar. A partir de então o Touro passou a ser o nosso herói!).

Ficámos hospedadas na Fajã do Ouvidor, na casa de férias da família que nos “acolheu” (acolher é o termo certo, porque a essa altura dos acontecimentos já parecíamos umas sem-terra).

Estar na Fajã do Ouvidor foi quase, quase como estar no estágio prévio ao Paraíso…dormir a ouvir o mar e a ver o céu abusivamente estrelado, com uma  Lua amarela surrealmente imensa (que parecia que iria tombar sobre nós a qualquer momento), é um cenário – cliché que já vimos em centenas de Blockbusters Hollywoodescos…mas aqui sem efeitos especiais ou uso de photoshop!

A Fajã do Ouvidor, para mim, estará sempre associada a jantares interminavelmente deliciosos com a nossa “família alargada”, a conversas à volta da mesa enquanto se beberica a doce Angelica, aguardente de canela e licor de amora (atenção que o consumo em excesso dessas iguarias faz ver estrelas onde há lâmpadas e servir sangria por cima do peixe), a pequenos-almoços em que o queijo da Ilha foi Rei, a mergulhos do alto da prancha no Cais (se não saltas, não és mulher, não és nada!), e tantas, tantas pequeninas coisas, que de tão pequeninas nem vale a pena contar, mas que fizeram desta viagem aquela com as mais intermináveis memórias…

To be continued.

Fotografias de Diogo Bettencourt Pereira, Marta TorresAlexe Gonçalves

Em Agosto de 2011, o meu grupo de amigas decidiu ir de férias…os ingredientes para esta ser uma viagem, no mínimo, memorável, estavam todos lá…o grupo tinha alto astral, vontade de muita diversão, banhos de sol e de mar…as expectativas estavam ao nível de um autêntico episódio de Sex and the City, versão portuguesa.

Para clarificar, queríamos o mesmo glamour da série, conseguido à custa de Minis e tremoços & Havaiana no pé, em vez dos icónicos Cosmopolitans & Manolo Blahnik.

Tinha, portanto, de ser uma zona balnear, de preferência numa Ilha!

Para onde fomos?

Desengane-se quem respondeu Ibiza, Formentera, ou mesmo quem tenha  arriscado destinos tão exóticos como Cuba ou Jamaica…

Fomos parar aos Açores!!!

Passagens compradas e malas feitas (algumas levavam bem mais de 20 kgs e nem sequer uma toalha de praia), após uma breve escala na Ilha Terceira e um voo ultra barulhento (o ruído era única e exclusivamente feito por nós) com a duração de longos 20 minutos, chegámos ao nosso destino: a Ilha de São Jorge, com as suas Fajãs verdejantes.

Quem já foi aos Açores percebe na perfeição quando digo que o deslumbramento começa ainda no avião….a beleza natural das Ilhas, majestosa, hortenses de mil cores, Picos, Fajãs e um mar imenso, interminável, de cor incerta, que faz pensar que o Atlântico tem mais beleza ao pé das Ilhas, faz-nos ficar coladinhos à janela do avião, de olhos arregalados e boca aberta (apesar de essa não ser a postura que mais nos favoreça, convenhamos).

Para além de toda esta beleza natural, esta viagem tinha um extra “appeal”, tenho de confessar….fomos convidadas a ir a São Jorge por amigos, uma família magnífica que nos recebeu que nem Rainhas e nos proporcionou uma viagem que está no top três das melhores viagens da minha vida!

To be continued. 

Fotografias de Diogo Bettencourt Pereira

%d bloggers like this: