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Monthly Archives: May 2014

A Revista Caras Angola teve a gentileza de fazer uma reportagem sobre o The Alexe Affair, na edição de 01 de Março de 2014.

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A ENTREVISTA

Criativa e bem sucedida, Alexandra do Nascimento Gonçalves é uma angolana com inúmeras facetas. Filha de Manuel e de Margarida Gonçalves, esta jovem de trinta e um anos de idade divide o seu tempo entre inúmeras actividades que considera serem as suas grandes paixões.

A advogada, especializada em Direito Comercial e Societário, actualmente integrante das Ordens de Advogados de Angola, Portugal e candidata a Ordem de Advogados de Inglaterra, tem também o projecto para criação de uma produtora audiovisual, a “The Art Affair”, com enfoque no potencial turístico, cultural e desportivo do nosso País.

Definindo-se como advogada de profissão, é devota e apaixonada pelas artes. Entre outras características, Alexandra Gonçalves diz-se uma “viajante incurável, aspirante a escritora e com um grande “fraco por fotografia”.

Dentro das suas actividades, reserva sempre um tempo para o ‘The Alexe Affair’, o blog onde descreve as suas viagens e interacções que vai criando com os sítios por onde passa.

 

Como é que se define?

Tenho sempre imensas dificuldades em definir-me, porque a visão que temos de nós próprios pode não ser a mais realista.Mas considero-me uma pessoa muito proactiva, extremamente curiosa, sempre com mil planos e com vontade de descobrir e concretizar coisas novas. Tenho dois lados bem vincados, o de advogada com características consideradas “mais sérias” já que a profissão requer um certo tipo de postura profissional, e o lado artístico que é, parece-me, muito evidente, apesar de eu não estar directamente ligada às artes. Mas tenho uma influência artística na família muito grande. O meu pai é advogado, mas também é músico, e é um apaixonado pelas artes plásticas, principalmente de artistas angolanos, e portanto eu cresci muito neste meio… No meio da música, dos quadros e das esculturas.

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Sente que a sua sensibilidade artística dá cor à advocacia?

O lado artístico acaba por dar um certo sabor a tudo, e será sem dúvida uma grande influência. Trabalhar rodeada de obras de arte certamente terá influência no resultado do meu trabalho e em tudo, na minha vida. Se sou poética? … bom, não sei…acho que vejo um bocadinho de beleza em tudo, e isso certamente trará pitadas de poesia ao meu dia a dia.

 

Considera-se uma pessoa singela?

Seria muita presunção dizer isso de mim mesma [risos]. Mas se não sou, gostaria de vir a ser um dia. De facto, acho que tenho a peculiaridade de agregar em mim muitos interesses. Tenho uma certa polivalência. Complemento-me fazendo uma pluralidade de coisas. Não me consigo resumir em uma coisa só.

 

É uma pessoa decidida?

Sim, muito. Muito determinada em atingir determinados objectivos.

 

O que é para si a família?

Tudo. Como se diz: “onde começa a vida e o amor nunca acaba”.Está sempre no coração.

 

Sabemos que o seu pai é uma grande influência para si. Que contributo tem a sua mãe no seu aprendizado?

A minha mãe é o meu ícone feminino. Ela tem uma personalidade muito peculiar. É uma mãe de quatro filhos que sempre teve uma carreira profissional brilhante. Julgo que aprendi com ela uma determinada postura de mulher. É o protótipo da mulher moderna e muito forte. Ela sempre cuidou da casa, da família, mas ao mesmo tempo nunca descurou a parte profissional e ensinou-nos que uma mulher tem de trabalhar, ter uma carreira, tem de tomar as suas decisões e ter independência financeira. Ensinou-nos principalmente que uma mulher deve ser independente emocionalmente. Portanto toda essa imagem de mulher forte vem dela, sem sombra de dúvida. É uma influência bastante significativa.

Não obstante, ela é também o elemento que nos traz “de volta à terra”. Personalidades demasiado poéticas precisam por vezes de wake up calls [risos].

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O seu coração esta actualmente ocupado?

Não. De momento estou solteira.

 

E como lida com o facto de estar solteira?

Super bem. Estou solteira há cerca de um ano, e na verdade julgo que tenho o condão de aproveitar tudo de bom que a vida tem para dar, em todos os momentos. Portanto, o facto de não estarmos emocionalmente ligados a alguem faz com que também tenhamos mais tempo para investir em nós mesmos, e isso acabou por ter um efeito bastante evidente no meu dia-a-dia. Tenho viajado muito, conhecido novas pessoas, voltei a ter aulas de canto e de piano, comecei a surfar, voltei a dedicar-me ao meu blog, e em termos profissionais tenho estado a investir imenso em áreas diferentes. Para além da advocacia, estou a candidatar-me para dar aulas na Universidade e para começar a escrever profissionalmente. Vou começar a ter aulas de equitação…Portanto…, é um mundo…

 

O seu dia tem quantas horas?

Eu acho que tem 48horas, mas não tem. Nunca páro. Jogo ténis as sete horas da manhã e depois vou trabalhar. À noite tenho sempre um programa. Acredito piamente que com uma boa gestão do tempo consigo fazer tudo. Não há lugar para o tédio e o aborrecimento na minha vida.

 

A sua vida social, os seus amigos, onde estão no meio de tanta coisa?

Os meus amigos estão sempre encaixados em tudo o que faço. Eu acho que consigo fazer alguns malabarismos interessantes. Tenho uma vida social intensa porque por natureza gosto muito de socializar, e acabo por ser muito eclética. Tanto me podem encontrar num cocktail, como a acampar em Cabo Ledo…

 

A que área da advocacia se dedica?

Eu trabalho essencialmente com Direito Societário. Gosto particularmente da área da Arbitragem (jurídica), ou seja, um meio alternativo para a resolução de conflitos.

O que é o “The Alexe Affair”?

É o meu blog, a minha paixão. Existe há dois anos, apesar de no ano passado ter estado muito parado, visto que por motivos pessoais e profissionais fiquei muito focada noutras coisas e acabei por pôr este meu lado um bocadinho de parte. Foi pena porque depois percebi que me fez imensa falta, visto sentir muita necessidade de me expressar pela escrita.

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A escrita é a forma de arte que lhe enche as medidas?

Adoro literatura, comecei a ler romances enormes desde muito nova. Talvez a leitura tenha levado à escrita. É a forma de arte com que eu mais me identifiquei até agora, porque talvez seja o que melhor sei fazer.

 

E como surgiu este blog?

Há já alguns anos que pensava em criar um blog e mostrar a quem quisesse ler aquilo que até à data estava confinado aos mais chegados. Mas depois havia também a insegurança de não perceber se valeria a pena, se suscitaria algum interesse, porque na verdade trata-se de uma análise muito subjectiva do que se passa nas minhas viagens e nas minhas vivências, em geral. E claro que precisaria de um fio condutor para não ficar perdida em mil pensamentos e depois acabar por não concretizar… Então pensei, se eu gosto muito de fotografar e tenho viajado tanto, porque não? Uma coisa levou à outra e surgiu a ideia de fazer narrativas de viagens com imensas fotografias, portanto o blog junta coisas que muito me agradam. E pronto, assim surgiu a ideia. Quanto ao nome, eu ia por um caminho completamente diferente e depois achei que ‘The Alexe Affair’ fazia sentido, porque gira tudo à volta do meu mundo.

 

Que relação tem com a moda?

Gosto de estar bem e de acompanhar as tendências. Ao longo dos anos eu aprendi a conhecer o meu corpo e o que me fica bem. Quase não experimento nada nas lojas porque sei de antemão o que vai resultar. Consigo logo perceber se determinado corte, padrão, cor e material me fica bem. Isso ajuda a estreitar esta dita relação com a moda, sem grandes stresses. Gosto especialmente de roupa muito feminina, uso imensas saias, vestidos, cores alegres, sedas, cetins, organzas…Tudo o que seja muito feminino, muito delicado, está na minha predilecção. Daí preferir os designers e as marcas que tenham essas características…Elie Saab, Miu Miu, Chanel, Erdem…

 

Considera-se uma “shopaholic”?

Eu já fui muito impulsiva a fazer compras. Estou muito mais moderada, muito mais consciente e agora opto por comprar peças boas, duradoras e que façam de facto a diferença no meu guarda roupa.

 

Mas não é uma coisa em que pense muito?

Nem por isso, eu tendo muito pela simplicidade. Quase não uso maquilhagem, por exemplo, gosto de andar quase sempre ao natural, excepto em determinadas ocasiões. Acredito muito na “beleza por via da saúde”. Valorizo muito mais uma pele bem cuidada e um aspecto saudável, que são os melhores “acessórios” que uma mulher pode apresentar. Gosto de conjugar peças, penso no que vou vestir, mas não me tira o sono. Julgo que a idade e a experiência acabaram por fazer com que isso fosse um processo muito natural.

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A cerca de 75 kms a Sul de Luanda fica o Parque da Kissama.

Para quem vive em Luanda ou arredores, é uma belíssima escapadela de fim de semana.

Para mim, uma visita perfeita a Kissama seria assim:

Começar por um delicioso almoço de sábado, antes da partida, de preferência com iguarias da gastronomia angolana (daquelas de comer e chorar por mais).

Ir almoçar aos Mangais também é uma opção engraçada, pela proximidade do Parque, e por este ser de facto um ponto de paragem obrigatório para quem faz o trajecto Luanda – Kissama.

De seguida, tentar estoicamente não ser derrubado pela doce tentação de ir dormir uma soneca a seguir ao almoço (tarefa árdua, eu sei, mas valores mais altos se “alevantam”).

De Luanda, leva-se cerca de 1h30 até a Kissama, mais 30 minutos de picada para entrada efectiva no parque.

Convém sair de Luanda a tempo de chegar a Kissama até à hora limite de entrada (17h).

À chegada, é-se simplesmente deslumbrado pela vista estonteante da bacia do Rio Kwanza e o seu vale verdejante, que nenhuma câmara fotográfica consegue captar na perfeição.

[O meu sobrinho, um bebé de fraldas, fez tal esgar de estupefacção ao vê-lo, tão genuíno, que nunca me há-de sair da memória]

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Após o check in, a ideia é usufruir da vista ao pôr do sol, de fogueira acesa, aperitivo na mão, petiscos a rolar e o som da guitarra a entoar melodias (att: importante levar um amigo que saiba tocar guitarra).

O resort, muito simples mas agradável,  tem um Restaurante, onde o jantar e o pequeno almoço do dia seguinte são servidos.

E porquê pernoitar? por um motivo muito pertinente: o safari às 6h da manhã! A melhor hora para ver exemplares de todos os animais que a reserva tem neste momento.

Girafas, Elefantes, Gnus, Bambis, Macacos, Zebras, Avestruzes, Palancas…Pássaros de diferentes tons de penas e cantares…

E de regresso, quem sabe…mesmo o breve poiso do olhar na superfície lunar e, já a seguir, o pôr do sol sobre as ilhotas ao largo da baía do Mussulo a passar o museu da escravatura não apagam da memória a elegância da girafa a gingar.

É um programa giríssimo para toda a família e grupos de amigos, para onde se recomenda levar boa disposição, sorriso aberto e máquina fotográfica!

 

Informações úteis: 

Girafa @Kissama

Quartos duplos: 20.000 Kzs / noite c/ pequeno almoço.

Safari: 3.000 kzs / pax

Passeio de barco pelo Rio Kwanza: 3.000 kzs / pax

À entrada no parque há lugar ao pagamento de uma taxa de 1.000 kzs / pax e por viatura.

Convém levar dinheiro em mão.

Contactos: +244 923 59 4382 / +244 935 28 4549.

Macaco @Kissama

 

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Fotos de Alexe Gonçalves e Bernardo Gramaxo para a The Takes e a The Art Affair.

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A convite do site Luanda Nightlife, o site que destaca os melhores spots da cidade de Luanda,  o The Alexe Affair elaborou, na rubrica Luandando, uma review ao novíssimo Restaurante Kitanda da Esquina.

O Luandando com o The Alexe Affair pode ser visto aqui.

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A Kitanda da Esquina, pelos cinco sentidos de Alexandra Gonçalves

Luanda tem um novo espaço, criado no intuito de apelar (e agradar) aos cinco sentidos..

Mais do que um Restaurante, o Kitanda da Esquina foi pensado para ser um espaço de Cultura, em que a gastronomia de alta qualidade tem o papel protagonista.

Com a assinatura do conceituado Chef Vítor Sobral, cuja formação internacional e uma profunda incursão pelos países Lusófonos permitiu a criação de um menu tão eclético quanto poderia ser o resultado de influências do Alentejo, do Brasil, da África Lusófona, com incidência na incontornável gastronomia Angolana, criando uma terceira Cultura – a de fusão.

Encontramos, por isso, uma estilização da cozinha Angolana, em tom maior, que faz jus à profundidade da riqueza cultural da língua Portuguesa e da raíz de cada País que compõe a lusofonia.

Ali, as lulas com quiabos comovem os apreciadores, a moqueca de lagosta passeia de mãos dadas com a muamba de galinha, esta acompanhada pelo arroz de salsa, e a tarte de caramelo com crocante de ginguba (que pode ser apreciada com um late harvest) vem como estocada final.

Isto, apenas a título de exemplo.

Restaurante Kitanda da Esquina

Deve tudo ser bem regado a vinhos e champagnes, ainda que a copo, seja num menu degustação, jantar de um prato apenas, ou se opte por petiscos, ex libris da casa, a preços bastante razoáveis para a cidade de Luanda.

Nesta “tasca elegante”, de ambiente despretensioso e acolhedor, de cozinha aberta e serviço atencioso, há diversos elementos que alimentam a visão…os produtos que facilmente encontramos nos mercados, por Angola fora, dispostos em prateleiras, como se de uma verdadeira kitanda se tratasse, os bancos forrados a coloridos panos africanos, o chá de caxinde, a múcua e até o pau de Cabinda, à disposição da curiosidade e do tacto dos fregueses.

Restaurante Kitanda da Esquina

E quando este “cheiro a terra” é complementado por louça de porcelana Vista Alegre (em que os tradicionais copos de reco reco têm lugar de destaque), os talheres são de design e por todo o lado há o uso de materiais nobres, como a madeira e o mármore, temos a certeza de que este é um lugar criado para nos sentirmos em casa.

Restaurante Kitanda da Esquina

Em complemento, uma agradável esplanada e um lounge propício a animadas happy hours com Dj, bem como uma padaria / pastelaria gourmet fazem parte dos planos futuros do Kitanda da Esquina.

Com um palco para artistas convidados e paredes prontas para exposições temporárias de artistas locais, ficam os nossos sentidos alimentados e com vontade de regressar.

 

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