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Monthly Archives: July 2014

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Porque a Europa está em pleno verão, e é a época alta das (épicas!) despedidas de solteira, decidimos recordar uma memorável viagem realizada para celebrar a (épica!) despedida de solteira de uma grande amiga, num destino paradisíaco.

Um texto pensado a três, narrado pela então noivinha…

E foi assim:

Em Setembro de 2011 eu e um grupo de amigas decidimos zarpar para Formentera.

Era a minha despedida de solteira.

Chegar a Formentera não é fácil: sair de Lisboa, fazer escala em Madrid, porque nem sempre há voos directos, chegar ao Aeroporto de Ibiza, apanhar um táxi para o Porto de Ibiza, apanhar o barco para Formentera, chegar ao Porto de Formentera, ir buscar o carro/mota alugado e seguir, finalmente, para o hotel/apartamento.

Mas chegar a Formentera é ainda mais atribulado quando um grupo de miúdas se junta para uma viagem de despedida de solteira. Um grupo com muito boa onda e uma sintonia incrível, o que resulta numa emoção-quase-histeria a todo o tempo.

As aventuras começam logo no aeroporto de Lisboa com o tão esperado encontro, as novidades (há sempre novidades ainda que tenhamos falado ontem à noite), a conversa posta em dia a um ritmo alucinante e a parafernália das malas. Segue-se o aeroporto de Madrid, a atribuição de nomes de código (Carmen, Pilar, Mercedes e Leti), a expulsão de uma loja (ah isto é um top e não um vestido? e não se pode tirar fotografias?), o verniz azul em todos os dedos, o “preciso de um chocolate” em uníssono.

A animação continua, a bordo de um avião minúsculo com destino a Ibiza (que por momentos parecia que ia cair). Há um casal estranhíssimo a discutir lá atrás e é impossível não ouvir a berraria. Ela bebe demais, bate nele e chora e ri quase em simultâneo. É inevitável ouvir aquela telenovela mexicana (no caso italiana) e é difícil não rir. Parecem todos personagens colocadas estrategicamente no nosso percurso para tornar a viagem ainda mais entusiasmante…

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Chegamos a Ibiza. O calor que se sente cheira a verão, a férias, praia e amigas. No andar de cima do barco para Formentera, ao ar livre, estão grupos de amigas (o nosso), casais e famílias e há um certo reboliço, pessoas a falar incessantemente (nós), a tirar fotografias (nós) e, no mar, uma agitação de barcos, para cá e para lá, sobretudo veleiros. Há uma senhora de idade que insiste em sentar-se em cima da minha mala e me vai dar cabo dos cremes…pânico seguido de gargalhada geral. Este é o novo conceito de desgraça. Já estamos completamente em modo férias.

Chegamos finalmente a Formentera, onde Alejandra (outro nome de código) surge em grande estilo no Porto de La Savina, no nosso coche rojo, a dominar a ilha e as carreteras. Novo reencontro (e respectiva histeria colectiva), abraços (ai amigaaaaaa!), fotografias, novidades e a “equipa vencedora” está completa!

Em direcção a Es Pujols, contornando a grande Lagoa (Estany Pudent) integrada no Parque Natural de Ses Salines (declarado Património da Humanidade pela UNESCO) perdemos a conta à quantidade infindável de aceleras, quase todas com turistas com chapéus-de-sol, havaianas e muita areia. Es Pujols é uma das zonas mais animadas da ilha, repleta de hotéis, bares e discotecas, restaurantes e lojas. É urgente fazer um reconhecimento do local.

Check-in no Hotel. Estacionamos à porta (olha que estranho não haver aqui carros), ignorando olimpicamente a placa “no parking”. O recepcionista (super Mário) já meio baralhado com as identidades de cada uma (às tantas já confundíamos tudo, nomes fictícios e reais) e com as milhentas perguntas que tínhamos para fazer.

“Bora conhecer isto”? (talvez a frase mais dita naqueles dias)…

Jantámos no Pizza Pazza, circulámos pela zona de bares, demos um salto ao mercado de artesanato no passeio marítimo e espreitámos a loja, estilo indiano, que vende de tudo um pouco.

Acusámos o cansaço da viagem e regressamos ao hotel. Mesmo assim, de copo de vinho em riste, estoicamente conversámos durante horas, pela madrugada fora…

Não sabíamos, ainda, que um mar tão azul esperava por nós…

Fotografias de Patrícia Pedroso.

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Transmidia ebook

A comunidade MidiaTrans elaborou um e-book, uma produção realizada com a participação de alguns internautas espalhados pelo Mundo.

O e-book visa apresentar um pouco de cada país do Mundo, mostrando fotos, locais e pequenas histórias.

O The Alexe Affair também deu o seu contributo, com fotos de Luanda e falando um pouco da sua experiência por Angola e pelo Mundo. A reportagem poderá ser lida também aqui (and here).

Para aceder ao livro, basta clicar aqui, digitar a senha mtbook e fazer o download gratuito.

Bom proveito!

Transmidia ebook Luanda

assinatura

 

O site brasileiro #MídiaTrans, percursor do jornalismo transmídia participativo, tem como mote “Mundos Portáteis”.

Decidiu partir em busca dos “Nômades Modernos”, as pessoas que provam que é possível viajar, trabalhar e curtir a vida, tudo ao mesmo tempo.

Tive o enorme prazer de ter sido uma das entrevistadas nessa rubrica, e de ter sido incluída nesse honroso “clã”.

Para  aceder à reportagem no site, clique aqui.

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Alexe e suas paixões

 

por Marcos Reis

 

“A monotonia não faz parte do meu vocabulário”.

Quem fala é Alexandra Gonçalves, uma angolana de 31 anos de idade que possui uma sede inesgotável de descobrir o que está “do outro lado da porta”. Adepta de um estilo de vida bastante dinâmico, tem uma intensa vida familiar e social. É fácil compreender porque ela está sempre “a mil”, “mas, ainda assim, com um sorriso nos lábios”.

Nascida em Luanda, é uma viajante nata (realiza viagens a cada dois meses, pelo menos). A maior parte de suas andanças pelo mundo se deve ao trabalho, “mas há sempre um tempinho para descobrir algo novo, que faça com que eu regresse à casa com uma bagagem um pouco mais rica. Inclusive com o cartão da máquina fotográfica (ou o iPhone) cheio de fotos”, conta. “Haverá maior riqueza?”.

Alexandra decidiu seguir a tradição familiar. “Soube, desde muito nova, que o Direito e a Advocacia fariam parte do meu percurso profissional”, relata. Entretanto, também por influência da família, abriu as portas de sua vida para as artes.

“The Alexe Affair” (thealexeaffair.wordpress.com), um pequeno e interessante universo de histórias, viagens, fotografias, músicas e artes em geral, é o espaço onde ela dá vazão à escrita. O blog é uma janela que exibe a sensibilidade de Alexe (como prefere ser chamada) em relação a tudo aquilo que a move e inspira. Como o título da página já revela, são muitos os interesses e as paixões da angolana. Seu mais recente “affair” é uma Produtora Audiovisual chamada “The Art Affair”, criada no fim de 2013 em parceria com Bernardo e Margarida Gramaxo. Algumas das produções já realizadas pela equipe podem ser visualizadas em nossa seção de vídeos.

Alexe vive, atualmente, em sua cidade natal, mas já morou na Europa por 17 anos. Lisboa, Paris, Londres, Genebra e Frankfurt são algumas das cidades por onde ela passou. Ela conta que as experiências vividas em cada um dos lugares contribuíram para sua formação profissional e pessoal e “sempre foram muito interessantes pelo aspecto técnico, em primeiro lugar, e também pelo intercâmbio cultural”. A advogada comenta que sua nacionalidade sempre suscita algum interesse durante suas viagens. “Muito pouco [da cultura angolana] foi revelado ao estrangeiro, e quem anda pelo mundo acaba, inevitavelmente, por ser um porta-voz do país de onde vem”. Alexe assumiu a missão pessoal de desvendar e divulgar toda a beleza humana e natural de Angola, “ainda tão desconhecidas perante o resto do mundo”.

Embora tenha um local de trabalho fixo, Alexandra está sempre em movimento. “Os meandros da minha profissão e das áreas a que me dedico fazem com que tenha que me deslocar com frequência, o que para mim é uma grande vantagem”. Ela ressalta que gosta muito de viajar a trabalho, desbravar novos caminhos, analisar mapas antes desconhecidos e incluir novas pessoas em seu agregado pessoal. Tudo isso a faz sair de sua zona de conforto e estar constantemente atualizada, além de “ter um significado imenso e inquantificável, que faz com que nos posicionemos no mundo com um novo olhar”.

Alexe se considera uma cidadã do mundo, tendo em conta os países onde viveu, os que conheceu a trabalho e a lazer e, principalmente, as culturas que teve o prazer de conhecer e assimilar. “Há uma certa mestiçagem, que não tem nada a ver com a cor da pele, mas com as experiências vividas, que é muito marcante nas minhas ações e filosofia de vida”. Essa característica define, para ela, o que é ser, verdadeiramente, uma pessoa cosmopolita. Entretanto, para Alexe, o cosmopolitismo não deve ser percebido como uma ruptura com as origens. Segundo a angolana, as pessoas sempre precisam ter em mente quem são e de onde vêm, “porque o ponto de partida é necessariamente o que advém das nossas raízes”.

Alexe conta que se tornou, neste ano, a primeira angolana a participar do Dia Internacional da Arbitragem da International Bar Association (IBA), em Paris, juntamente a um colega. Ela sentiu que estava fazendo história, ainda que “a nível diminuto”.

Sim. Ela estava fazendo história, e o faz cotidianamente em seu universo particular e nos de seus leitores por meio de seu olhar sobre o mundo e sobre o país em que nasceu.

 

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“Grande é a poesia, a bondade e as danças… Mas o melhor do mundo são as crianças”

Fernando Pessoa

Estas fotos, captadas na Aldeia da Onça, em Luanda, durante uma entrega de donativos pelo Social Team, retratam rostos de crianças no seu estado mais puro, inocente, genuíno…

Vivem numa realidade nem sempre fácil, mas mantêm os sorrisos…

E têm aqui a função de nos lembrar que não podemos simplesmente ignorar ou apenas observar.

Temos todos que comprometer-nos com o seu Futuro que, afinal, é também o nosso…

E porque partilhar é também acarinhar, partilho rostos, querendo, no fundo, partilhar Esperança.

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