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Monthly Archives: August 2014

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Fomos também conhecer a praia de Calla Saona (de dia) e ainda Midjorn, uma zona de praias na costa sul da ilha, que tem uma grande extensão de areia (desde La Mola até Es Cap de Barbaria) e em que o mar é aberto e as águas mais agitadas. Em Midjorn apanhámos grandes sets de ondas, que saltámos, enrolámo-nos, quase ficámos sem bikini e rimo-nos das figuras umas das outras. Em Midjorn vimos um pôr-do-sol maravilhoso!

Ver o pôr-do-sol, depois de um bom dia de praia, ainda em sal, num qualquer bar em cima do mar é, por si só, um programa. Há toda uma organização subjacente e o sítio eleito (indicado pelos promotores), com música chill out ou mais dançável, enche.

O melhor sunset de sempre passou-se no Las Banderas: Uma banda sonora de luxo: “I just came to say hello”…. “tu ru ru ru ru ru ru ru ru ru ru barbra streisand”… “danza kuduro”… “mr. saxobeat”… “raviosa”… “chôrândo si foi quem um djia só mi feiz choráaaaaa”….acompanhada, em alguns momentos, por um comboio (help!!). Uma jarra de mojitos para todas, com palhinhas gigantes de cores. O caminho para a casa de banho lindo, em pedra cor de laranja, com imensos azulejos de cores! Que grande cenário para fotografias! Imenso calor e um banho de mar tardio. Champanhe. Veleiros ao largo.

Quando o sol decide ir-se embora, é escolhida uma música especial. Toda a gente pára e saboreia o momento. O fim de um dia de sol e praia é vivido intensamente, com sentimento, emoção e cumplicidade. No mar, os veleiros estão alinhados e, uma a uma, acendem-se as luzes de fundeio no cimo dos mastros, que balançam docemente, à medida que o sol vai desaparecendo. É marcante.

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O jantar começa, ainda antes de começar, com uma “caminada”… Cuidado com as pedras!! Era o último dia de um encontro épico de amigas e havia ainda muito tempo para aproveitar… O blue bar estava cheio e não estava fácil encontrar um lugar para dançar… reunião do grupo para arrancar!?! (outra vez!) reunião do grupo para arrancar?!? não?!? (pela última vez!) Reunião do grupo para arrancar!?! Ahhh.. e voltámos para Es Pujols! Quando pensávamos que a aventura tinha finalmente terminado… somos surpreendidas por uma cena do mais genial que já vi… uma espécie de “panco-carícia”!! Tipo de combate entre o Panda Kung Fu e o Rambo! Dá para imaginar? Valeu para terminar!

E a viagem chega ao fim. Há alturas em que se regista um inédito quase silêncio (!!!). Na viagem de barco de Formentera para Ibiza fazemos o balanço, relembramos momentos e choramos a rir, atribuímos prémios e tentamos começar a fazer o switch off.

Formentera é um paraíso escondido, de difícil acesso, mas que vale cada segundo da viagem. Formentera tem praias inesquecíveis, um mar de cortar a respiração, uma beleza natural fora de série, uma paisagem selvagem de praias emolduradas por dunas e veleiros no horizonte, um enquadramento mágico.

Formentera é verão, calor, praia, amigas, festa. Formentera tem um espírito jovem e oferece tranquilidade e movida ao mesmo tempo. Formentera tem glamour, mas sem pretensões.

Formentera foi e será sempre a minha viagem de despedida de solteira. Formentera é, em concreto, cada uma das minhas amigas que decidiu fazer esta viagem comigo e torná-la tão especial. Cada uma delas pôs o melhor de si nesta viagem. Cada uma, à sua maneira, deu ao grupo (e deu-me!) um pouco de si, da sua boa energia, que permitiu formar uma verdadeira equipa. Como diz a Carmen, “o que faz um sítio são as pessoas”. E eu não podia estar mais de acordo. Formentera foi uma viagem única, especialmente pelas pessoas que fizeram dela a melhor despedida de solteira do mundo. Nunca terei palavras suficientes para descrever o que sinto em relação a esta viagem, apesar de ter escrito quase 2000.

Formentera foi uma “emboscada” de um pedaço da minha alma.

Leticia

Baleares

 

 

Formentera

No dia seguinte, o ponto alto da viagem: chegar à praia. Escolhemos Ses Illetes, no extremo norte da ilha, em que as praias são mais recortadas e, por isso, com águas muito calmas. Os olhos têm de estar semicerrados, porque ofuscados por toda aquela claridade, de um sol intenso em céu azul e aquela água, deslumbrante, cristalina azul-turquesa, azul esverdeada, azul transparente, azul caraíbas, azul paraíso. Pisar aquela areia branca e fina… E o calor? Que calor… Aquele calor em que é mesmo preciso levar chapéu-de-sol para a praia (…que o hotel empresta, ok? demorámos horas a perceber isso…), o que se percebe porque na areia estão milhares de chapéus iguais, de riscas às cores, com a típica lagartixa, símbolo de Formentera, desenhada.

No fim de um belo dia de praia, a “festa” prolonga-se no quarto do hotel, com vários jogos de adivinhas à noiva (com respostas a que ninguém normal chegaria), presentes, vinho e muita galhofa. Jantamos no Pinatar, um restaurante de paellas, na esplanada do jardim interior (duas paelhas para seis? três paelhas para quatro? uma paelha para três? “Que falta de chá”, Mercedez dixit).

Bora ao Blue Bar? Booora (talvez a palavra mais dita durante as férias). Eh pah, o carro não pega. Deixa-me tentar. Não pega mesmo. Tenta tu. Não pega. Vamos chamar o reboque. “Bambini no fare casino!” Barulhentas? Quem, nós? Difamação! Meninas, não esquecer a posição. Alejandra não larga o Blackberry porque está a jogar na bolsa… Olha!! Afinal o carro pega!! Ah, era só rodar a chave?! mais figuras de otárias em frente a estranhos. Mas parece que nada mais importa…estamos felizes!

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A noite termina num pequeno-almoço difícil no Hotel (são uns ditadores…não se pode fazer nada! nem sequer levar um pacotinho de bolachas do pequeno-almoço?!…).

Mais um dia de praia. Está um calor inacreditável e, por isso, levamos um chapéu-de-sol para cada uma (!) e montamos uma verdadeira “tenda” (acho que se calhar exagerámos um bocadinho!). A praia está cheia e há uma italiana que entra em histeria quando um dos nossos chapéus-de-sol voa. Há um barulho de fundo bom, de várias conversas ao mesmo tempo, em espanhol, italiano, português, misturadas com o som das ondas, o frenesim de barcos a entrar e a sair, bolas de vólei por todo o lado! Há fotografias, gargalhadas e escaldões. Demasiadas coisas a acontecer ao mesmo tempo. Uma agitação que não pára e que culmina quando, ao fim da tarde, os promotores correm as praias a avisar onde vai ser o apperitivi.

Saímos da praia para o spot indicado, a música alta, tudo a buzinar, “sorriam e acenem, meninas”…quando nos apercebemos de que temos a mala do carro aberta e não somos umas superstars, afinal. Genial!

Hotel, banho, jantar. As noites são quentes e um vestido é suficiente. Jantamos no Casanita, o nosso restaurante de eleição, muito acolhedor, com pratos óptimos, uma decoração linda e shots de licores exóticos, de sobremesa. Cantamos o Vambora em coro e o restaurante pára para ouvir. Digamos que a discrição não é exactamente a nossa pedra de toque. Desculpável, afinal é uma despedida de solteira.

Vamos ao Neroopaco e dançamos sem parar no jardim com a bola de espelhos gigante pendurada.

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Há uma festa na praia, em Calla Saona. Não é fácil ir a uma festa na praia com sandálias de saltos altos. Mercedez e Alejandra tropeçam e caem agarradas uma à outra (que sonho… não aguento de tanto rir!!!). Mercedez insiste nas quedas, desta vez ao comprido, esticada mesmo em cima de uma cadeira de praia!

Bora ao Pineta? Booora. As discotecas em Es Pujols têm nomes estranhíssimos (Pineta e Pachanka…sem comentários…). No Pineta  acontece de tudo um pouco: um drag queen canta em duo com a música e o fumo branco invade a pista! Vamos para a zona exterior. Há um Espanhol que, a tentar ser simpático (…) cria uma situação digna de um “lost in translation”.  É o drama, é o horror, é um mal-educado, que ofensa! Formamos e saímos todas em fila. Cá fora, falamos sobre o episódio e afinal, tudo esclarecido, era apenas mais um motivo para rir sem parar. Nada melhor do que uma boa histeria de grupo e um pseudo “inimigo” comum, o cabrón.

 

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