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Monthly Archives: February 2015

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O enclave de Cabinda é a Província mais a Norte de Angola.

Aqui o Mayombe teve sempre, à majestosa distância, um papel principal.

Verdadeiro pulmão em África, a Floresta equatorial atravessa três países (Angola, Congo e Gabão). Personagem principal em obras literárias, cenário de guerra, cenário de Paz, maravilha natural sem necessitar de qualquer votação, espectadora impassível dos desvarios do Homem, por tantos adorada. Quem me dera saber todas as suas estórias.

Cabinda é uma província peculiar (herdou os mistérios da Floresta, tornando-se, ela própria, um mistério!), com uma influência fortíssima dos Congos… tem ritos e tradições muito próprios, do sotaque a gastronomia, as mais assustadoras e mágicas lendas, amálgama de todas as gentes que lá se cruza(ra)m, tão diferente do resto de Angola –  que, por si, é já um caldeirão de Culturas.

A cidade respira um certo ecletismo, dado que ao que foi dito se acrescenta americanos e franceses atraídos por um dos seus tesouros, o petróleo, valioso mas nem por isso aquele que nos levou a começar esta aventura por Cabinda: as praias.

Praia: Baía do Malembo

Tipo de Praia: Aventura. A natureza envolvente, floresta equatorial densa, bem como os acessos para a praia  transpiram aventura.

Localização: A baía fica a 20 kms de Cabinda, em direcção ao Cacongo. 

Como ir: Viatura todo o terreno, sendo que para chegar à praia o acesso só é possível a pé.

Dificuldade dos acessos (de 1 a 5): 5

Onde ficar: Hotel HD, na Cidade de Cabinda

Onde comer: Restaurante Banda, na zona de Bucumaze, cuja especialidade é a carne de caça, ou os restaurantes dos Hotéis Pôr-do-Sol e HD, na cidade de Cabinda

Conselhos uteis: Prevenção é a palavra-chave. A região é escassa ao nível de infraestruturas, por isso todos os mantimentos devem ser transportados por quem se aventura pelas praias.

Cabinda

O melhor: O contacto com a natureza.

O pior: pouca informação disponível sobre a localização dos acessos, o que torna tudo mais complicado, mas também mais interessante para quem goste de aventura.

Exclusivo: A proximidade da floresta do Mayombe, magnânima, torna a praia de uma beleza indescritível, com um cenário impossível de reprodução noutra província da costa de Angola. Toda a história (e mitos) associados a Cabinda, bem como o facto de ser uma das Províncias menos procuradas para o Turismo, torna toda a experiência mais interessante.

Surf Spot: Em condições climatéricas muito especiais, em algumas alturas do ano, sim.

Ligação ao mundo (rede de telemóvel): Fraca.

Outras praias na zona: Cacongo, Mangue Seco, Girassol, Fútila, Mandarim.

Além da praia: Visitar a floresta do Mayombe com um guia adequado, refrescar-se nas águas das quedas de Miconje, procurar resquícios de arquitectura holandesa algures em bualas no meio da floresta, inclusive uma Igreja construída em 1882, deliciar-se com a deliciosa sacafolha e quitaba da terra.

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*Fotografia de António Gamito

*Versão integral do texto publicado na edição nº 6 da Revista Rotas & Sabores, de Dezembro 2014 / Janeiro 2015

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3 anos Luanda

 

“Saí de casa apressada, quase a reclamar do calor, mas dei por mim a agradecer pela luz do sol.

Nem sequer me atrevo a mencionar o trânsito. Hora e meia e 200 kzs depois, um lugar perfeito para estacionar.

O dia a começar bem.

Esquivo uma grelha de peixe a fumegar, digo olá ao rapaz que (também) vive de estacionar carros, sou repentinamente abordada por um candongueiro que me pergunta se vou para os Congolenses, vislumbro mais uma torre megalómana (de onde é que isto saiu!?), penso na maka do Kwanza e faço uma Check list mental para o fim‑de‑semana no Mussulo.

Está mesmo muito calor.

Só me apetecia um mergulho, mas já estou sentada à secretária.

São 3 anos de Luanda e eu não queria estar noutro lugar.”

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Angola  - Um País Virado para o Mar - capa do artigo

Algumas são quase desertas, em recantos escondidos, outras já se tornaram os spots de fim-de-semana preferidos de muita gente.

As praias de Angola fazem, cada vez mais, parte do cartão-postal do país.

Por isso mesmo, fizemos as malas e viajámos por todas as províncias que formam a imensa linha costeira angolana: Cabinda, Zaire, Bengo, Luanda, Kwanza Sul, Benguela e Namibe.

Em cada uma das praias descobrimos algo que a torna única e que merece ser mencionado num roteiro no qual lhe contamos tudo o que precisa de saber para que não seja apanhado desprevenido quando lá for. Claro que são incontáveis os locais ainda por descobrir e não vamos deixar de voltar à estrada muito em breve.

Mas por agora, ficam aqui as primeiras de muitas páginas nas quais haveremos de escrever sobre um dos maiores tesouros de Angola, as suas praias.

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Texto publicado na edição nº 6 da Revista Rotas & Sabores, de Dezembro 2014 / Janeiro 2015

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“A ideia de fazer um documentário sobre surf em Angola foi partilhada enquanto bebíamos um copo de gin.

Os olhos esbugalharam-se e o sorriso abriu-se. Que óptima ideia! Mas o melhor – digo eu – veio logo de seguida quando a Alexandra – advogada de profissão e uma eterna apaixonada por Angola e impulsionadora dos encantos do país – sugeriu que a Rotas & Sabores se juntasse a esse sonho de revelar ao mundo os melhores spots para surfar em Angola, nas imensas praias que a costa angolana tem.

Era tudo o que queríamos ouvir. Aceitamos a sugestão na hora.

Mais tarde, sentados a uma mesa, e desta vez a segurar um copo de vinho, esmiuçámos planos, trocámos argumentos, esgrimimos opiniões. Só assim surgem as grandes ideias.

O trabalho para a revista não poderia falar apenas sobre surf, tinha de ser mais abrangente. A Alexandra não hesitou e aceitou, agora ela, a nossa ideia: fazermos um trabalho, um trabalho especial, sobre as praias de Angola.

O surf seria apenas uma excelente desculpa – para a R&S – para viajarmos pela linha costeira e descobrirmos algumas das areias mais paradisíacas do país.

A Alexandra, juntamente com a sua equipa da produtora The Art Affair e da sua parceira The Takes, fez-se à estrada durante mais de um mês – acompanhada pelos surfistas Chloé Calmon, Alex Botelho e Emiliano Cataldi, que serão protagonistas do seu documentário com Boa Onda, com estreia prevista para 2015 – e dá-nos, a partir da página 18 desta edição, todas as dicas de como usufruir de cada um dos paraísos que encontrou, muitos com ondas, outros só com beleza natural. Feita esta primeira viagem, todos os que se envolveram nesta reportagem prometeram: voltaremos à estrada para descobrir outras praias, outras areias, mas sempre o mesmo mar, o mar de Angola.”

Ana Filipa Amaro, in Rotas & Sabores

 

Embarque connosco nesta aventura!

Texto publicado na edição nº 6 da Revista Rotas & Sabores, de Dezembro 2014 / Janeiro 2015

 

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Saint Tropez, imortalizada por Brigitte Bardot, vive o eterno clima efervescente de um balneário de luxo.

Linda, por mar e por terra, é ideal tanto para passeios à beira mar de mão dada como para celebrar eternos sunsets no Clube 55.

Marselha, cidade mestiça, com sotaques e aromas mesclados, casa da majestosa Catedral Notre Dame de la Garde, que oferece uma vista impagável sobre a cidade, mostra um outro lado da Riveira, um pouco menos sonhador e com mais raça.

E entre cada cidade há lugares que parecem saídos diretamente de quadros de Matisse. Ostentam o melhor do savoir vivre francês, os aromas provençais e o charme que nunca perdeu a sua originalidade.

Antibes foi morada de grandes nomes da elite intelectual e artística do mundo, tal como Pablo Picasso, cujo legado deixado na localidade está em exposição no Chateau Grimaldi. Tem um mercado tipicamente provençal que merece uma visita.

A pitoresca Saint Paul de Vence, a cidade dos pintores, Grasse, a cidade dos perfumes, e as deliciosamente snobs Saint-Jean-Cap-Ferrat e Villefranche-Sur-Mer, apelidadas de Riviera Real, têm obrigatoriamente que fazer parte do roteiro.

Eze, apenas a cinco minutos de Nice, alberga um dos melhores restaurantes de França, o Chateau de la Chèvre d’Or. Também um hotel de luxo, fica a cerca de 400 metros de altura, proporcionando uma vista incrível, enquanto se tem uma experiência gastronómica inolvidável, que contagia todos os sentidos.

Não há palavras que descrevam a experiência sensorial que é atravessar a Côte d’Azur.

Tomara que os meus olhos fossem objectivas, e que os meus dedos tivessem a magia de textualizar as emoções vividas.

Caso para dizer…je rêve encore de la Côte d’Azur.

E quanto ao terceiro olhar? Aguardo pelo Festival de Cannes.

Até lá.

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Como ir: Taag Luanda – Lisboa / Tap Lisboa – Nice

Onde ficar: Hotel Palais de la Méditerranée

Onde comer: Chateau de la Chèvre d’Or

Cuidados a ter: Efectuar reservas com antecedência

Imperdível: O Grande Prémio da Fórmula 1, no Mónaco

Texto publicado na “Porta de Embarque” da Revista Rotas & Sabores // Outubro 2014

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