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Monthly Archives: April 2015

Benguela é considerada a segunda Província mais importante de Angola.

Ainda guarda uma certa pacatez, mas tem recuperado, com sapiência, ao longo dos anos, o seu lugar de destaque.

Há uma certa rivalidade entre as cidades do Lobito e Benguela, mas quem chega divide coraçōes, tempo e kilometragem entre as duas.

A província é detentora de algumas das praias mais bonitas de Angola, com destaque para a praia da Caotinha, uma das maravilhas naturais do nosso País.

A Restinga do Lobito, tão bonita, guarda ainda a nobreza de outros tempos, com os seus edifícios de arquitectura colonial, tão imponentes, as vivendas à beira mar, uma certa aura de Rainha.

É ali que se situa a praia que seleccionámos…é ali dado o primeiro mergulho à chegada, e o último, na hora do adeus.

Benguela 1

Praia: Praia da Restinga

Tipo de Praia: Familiar e de relaxe

Localização: Restinga da Cidade do Lobito

Como ir: a praia fica ao longo da marginal da Restinga, de acesso fácil para qualquer tipo de viatura.

Nível de dificuldade dos acessos: 1

Onde ficar: Hotel Terminus, no Lobito, ou Hotel Mil Cidades, em Benguela

Onde comer: Restaurante do Hotel Terminus ou o restaurante D. Bina, que tem um conceito de tasca chic que o torna um local imperdível no Lobito.

Conselhos uteis: guarde tempo para passear pela Restinga e admirar os seus edifícios cheios de história, que não deixam ninguém indiferente.

O melhor: o acesso fácil e as infraestruturas de apoio, com destaque para o Hotel Terminus.

O pior: é impossível encontrar defeitos.

Exclusivo: O Hotel Terminus em plano de fundo.

Surf Spot: Não

Ligação ao mundo? (Rede de telemóvel): Sim

Outras praias na zona: Caota, Caotinha, Baía Azul, Baía dos Elefantes, Egipto Praia, Lucira e Bentiaba.

Além da praia: a Restinga do Lobito, a arquitectura colonial da Cidade de Benguela, o Dombe Grande, e muito mais.

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*Fotografias de Bernardo Gramaxo, Mauro Motty, Vasco Célio e António Gamito.

*Texto publicado na Revista Rotas & Sabores, edição n.º 6, de Dezembro 2014 / Janeiro 2015.

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Beijada pelo mar ao longo de uma costa invejável, Angola é um destino paradisíaco que ainda tem muito para revelar.

Com paisagens de cortar a respiração, praias inexploradas e ondas compridas, o país tem tudo para fazer as delícias dos amantes do surf.

E foi com esse potencial em vista que as produtoras Alexandra Gonçalves e Margarida Gramaxo puseram, não a prancha mas sim as câmaras de filmar debaixo do braço, e partiram à descoberta dos melhores spots para praticar surf em Angola.

O resultado chegará em Setembro de 2015 com um filme documental que percorrerá os festivais de cinema mundiais. O título ainda está no segredo das ondas. A ideia é clara como a água: mostrar à comunidade, surfista e não só, os locais surfáveis na costa angolana.

No caminho, aproveitar para captar as maravilhas da cultura, da história e das gentes do país.

«É um filme sobre surf e sobre a nossa cultura. Associamos o potencial da nossa paisagem natural a um desporto de intervenção e afirmação de valores, como o amor, a preservação da natureza, a tolerância, a perseverança e a inclusão social», explica Alexandra Gonçalves, uma das produtoras do filme, acrescentando que poderemos contar com cenários tipicamente angolanos onde o povo, a música e a gastronomia serão também protagonistas.

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Com realização de Bernardo Gramaxo e a participação de surfistas de renome no circuito da modalidade, como o português Alex Botelho, o italiano Emiliano Cataldi e a longboarder brasileira Chloé Calmon, este filme documental pretende provar que «a prática do surf não é exclusiva de determinados países mas sim natural em países à beira-mar», como afirma Alexandra.

Ainda com poucos praticantes, talvez pela necessidade de criar melhores condições ou pelo custo do material, o surf em Angola ainda não é uma modalidade com relevância económica ou de promoção do turismo local.

Mas, para Alexandra, este filme poderá ajudar a promover o país que tem «condições naturais, geográficas e climatéricas quase perfeitas» para quem quer rasgar ondas.

 

Texto: Andreia Filipa Ferreira para a Villas & Golfe Angola

Fotografia: Mauro Motty e Bernardo Gramaxo para a The Art Affair e The Takes

Kwanza Sul 1

O Kwanza Sul está situado em localização geográfica privilegiada, porque é ponto de passagem obrigatório entre Luanda e Benguela.

Sumbe, a capital, e Porto Amboim, com um porto bastante relevante para a região, são as principais cidades.

As belezas naturais do Kwanza Sul são incontáveis. Desde praias paradisíacas, muitas delas aptas para a prática do surf, quedas de água, o frondoso verde de waku fungo, até às águas termais, às grutas, fortalezas e ruínas que contêm pedaços de história.

Praia: Marginal do Sumbe

Tipo de Praia: Familiar

Localização: Marginal do Sumbe

Como ir: A Marginal do Sumbe fica no coração da cidade, é de fácil acesso e está bem localizada. Uma bicicleta serve perfeitamente para lá chegar.

Nível de dificuldade dos acessos (de 1 a 5): 1

Kwanza Sul

Onde ficar: Hotel Ritz Sumbe, um hotel de três estrelas localizado junto ao mar.

Onde comer: Existem vários restaurantes ao longo da marginal que podem ser opção para comer. Aposte no peixe acabadinho de pescar.

Conselhos úteis: Nos fins-de-semana prolongados, ou durante o Festisumbe, um dos mais conhecidos festivais de música do país, convém reservar hotel e restaurantes com antecedência, pois são períodos de muita procura.

O melhor: Fácil acesso.

O pior: É uma praia de cidade, por isso pode, por vezes, ficar cheia.

Exclusivo: A cidade e a praia ganham uma animação ímpar durante um dos festivais de música mais icónicos em Angola: o Festisumbe.

Surf Spot: Não.

Ligação ao mundo (rede de telemóvel): Boa.

Outras praias na zona: Praia dos Namorados, Kitoba e Katanas.

Além da praia: Foz do Rio Keve, Floresta e Grutas da Sassa, Águas termais da Tokota, águas medicinais da Catanda, quedas de água do Binga, grutas do Kikombo, Fortalezas e muralhas, pinturas rupestres da época do Neolítico.

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*Fotografias de Bernardo Gramaxo, Mauro Motty e Vasco Célio.

*Texto publicado na Revista Rotas & Sabores, edição n.º 6, de Dezembro 2014 / Janeiro 2015.

 

 

 

 

 

A capital de Angola tem-se tornado, ano após ano, uma cidade cosmopolita.

Caos, movimento, trânsito, são palavras que vêm normalmente associadas à descrição da cidade, mas também arte, gastronomia e todos os elementos identitários da cultura angolana.

Pólo de atracção de milhares de pessoas, a paixão que desencadeia não se deve (apenas) ao crescimento económico, mas à beleza natural que a envolve. São inúmeros os lugares a não perder e o melhor cartão-de-visita é a gargalhada dos angolanos, os almoços de sábado, os festejos com os amigos à beira-mar em noites de “sempre-Verão”, o pôr-do-sol no Mussulo, e, claro, o primeiro mergulho de fim de semana em Cabo Ledo.

#16BG

Praia: Cabo Ledo

A praia de Cabo Ledo é um reduto de tranquilidade que se tornou maior que a sua localização geográfica, porque tem fama que já ultrapassou fronteiras, e por ser fantasiado por tantos milhares, ainda que nunca nele tenham depositado as angústias acumuladas durante a semana.

De areal extenso, areia dourada e rochas possantes, esta praia é a meca do Surf em Angola. Não tendo as ondas mais potentes, é adorada por todos os aficionados neste desporto, pelas suas esquerdas perfeitas e constantes.

Tipo de Praia: Familiar, de aventura, de relaxe, serve para tudo.

Localização: Vila de Cabo Ledo, a Sul de Luanda.

Como ir: De Luanda a Cabo Ledo, estrada que vai para Sul, em bom estado. A descida para a “praia dos surfistas”, Cabo Ledo, é íngreme e com picada, por isso aconselhamos que a descida seja feita com viatura todo o terreno.

Dificuldade dos acessos (de 1 a 5): 2

Onde ficar: Resort Carpe Diem, Dona Teo ou Doce Mar.

Onde comer: Os resorts citados têm todos óptimos restaurantes.

Luanda

Conselhos úteis: A praia dos surfistas tem um bar modesto, por isso convém levar mantimentos para o dia. Noutras zonas do Cabo, a praia é devidamente servida por infra-estruturas.

O melhor: Espaço de tranquilidade, nunca está apinhado de gente.

O pior: Não existe!

Exclusivo: Algas que brilham no escuro quando se entra no mar à noite, o que confere ainda mais magia a esta praia tão especial. Chamamos-lhe “o strass do mar”.

Surf Spot: Sim, sim, sim.

Ligação ao mundo (rede de telemóvel): Aceitável.

Outras praias na zona: Ilha de Luanda, Mussulo, Palmeirinhas, Sangano, Cova da Onça, Queiroz e centenas de praias inominadas e por descobrir.

Além da praia: Cabo Ledo vale por si, mas também por toda a magia inerente ao trajecto que nos transporta até lá.

O Miradouro da Lua, o Golfe nos Mangais, o tanque de guerra mais pacífico de que há memória, a reserva natural da Kissama, terra vermelha, Rio Kwanza e Savana.

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*Fotografias de Bernardo Gramaxo, Mauro Motty e Vasco Célio.

*Texto publicado na Revista Rotas & Sabores, edição n.º 6, de Dezembro 2014 / Janeiro 2015.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Revista Rotas & Sabores, em parceria com o Luanda Nightlife, publicou o Guia da Cidade de Luanda, na edição de aniversário da Revista (edição n.º 7, Fevereiro / Março de 2015).

O que é que Luanda tem?

Vai ter de ler o guia para descobrir.

Guia Luanda - cover

Recomendo a compra da revista para ter um guia todinho para si.

De todo o modo, os promotores desta iniciativa cederam-nos gentilmente o guia em PDF, que poderei enviar para todos aqueles que manifestarem vontade de o receber.

NB: A Rotas & Sabores está disponível ao público nos supermercados Kero, Descontão, Casa dos Frescos, Martal, Foodlovers, livrarias de hotéis e em algumas pastelarias em Luanda.

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