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Monthly Archives: July 2015

Há poetas que diariamente nos inspiram…

Uns à distância, outros (felizmente) bem próximo de nós, ainda que esta distância seja, acima de tudo, medida por empatias.

Porque estas palavras me comoveram e inspiraram, partilho-as aqui…

 

meninos de Angola

“Quando ao ver uma criança de rua pensares que nada tens para lhe dar, dá-lhe um pouco do teu tempo.

Talvez seja esse pouco tempo o tempo muito de que ele precisa para ser menos dependente da rua e ter mais do que “a liberdade de sonhar com a lua”.

Pergunta-lhe pelo seu nome e será ele, do nada que tem, a dar-te um sorriso.

Quem sabe se esse sorriso não significará para o teu dia o mesmo que para ele não teres mostrado indiferença.

Quem sabe se esse encontro não marcará o início de uma nova filosofia de vida, mostrando a diferença entre a indiferença e o sorriso, como um sorriso nos pode fazer diferentes e como a indiferença nos leva os sorrisos que a vida pode oferecer.

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Talvez vejamos como a indiferença e o sorriso podem mudar mundos interiores e, no limite, mudar o próprio mundo.

Se queres receber silêncios, ignora!

Mas se quiseres receber harmónicas sonoridades, sorri!

 

Nas aventuras palacianas, podes dar e receber os cínicos sorrisos que quiseres

Nas desventuras dos cantos de cada rua

Um sorriso mais puro de um menino qualquer…

 

Basta perguntar pelo seu maior bem

Que tanto diz de onde vem, das perdas que teve

E do muito que sente

É só perguntar pelo nome que ele sabe que tem

 

Né Gonçalves

Luanda, 07.04.2015 (…porque questionado sobre a canção “Menino de Rua”)

 

*Fotografias de Bernardo Gramaxo e Alexe Gonçalves

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