Archive

Monthly Archives: July 2016

Partimos para Florença.

Uma mudança abrupta de cenário e de indumentária, mas um deslumbramento igualmente grande. Uma cidade cujo centro é perfeitamente percorrível a pé, em que as maravilhas históricas se sucedem, à distância de alguns metros apenas.

Os edifícios respiram história e cultura, e temos a certeza de que, há 500 anos, a aura da cidade seria bastante semelhante.

IMG_2168

O Duomo deixa-nos literalmente de pescoço torto ao tentarmos abranger com o olhar toda a sua magnitude, e é de facto um prazer fazê-lo, por dentro e por fora.

A não perder, a Ponte Vecchia, a Or San Michelle, o incontornável Palazzo Pitti, a Galeria Uffizi (e as imperdíveis obras de Botticelli), a Piazzale Michelangelo e o Forte Belvedere, para uma vista privilegiada sobre a cidade…e tanto, tanto mais, que o melhor será partir à descoberta, de preferência com um gelato artigianali em punho. Foi assim que descobrimos a tão pequenina quanto inesquecível Piazza Della Passera.

Para o típico aperitivo as nossas preferências foram o terraço do Hotel Excelsior (a vista sobre a cidade “fala-nos”) e o do Hotel Continental, o Santo Bevitore e a The Library, no borgo San Frediano.

A cidade também é profícua em restaurantes gastronomicamente elevados, tal como o Dà Sostanza, onde se deverá pedir ” bistecca e tortino di carciofi”. Supostamente o melhor bife da cidade.

A Toscana tinha muito mais para oferecer – San Gimignano, Siena, Chianti – mas, afinal, mais mergulhos esperavam por nós em Cinque Terre.

Cinque Terre, na Riviera Italiana, região da Ligúria, compreende cinco vilas: Monterosso al Mare, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore.

IMG_2274

As suas colinas verdejantes à beira mar compõem o Parque Nacional das Cinque Terre, e são parte do Património Mundial da Unesco.

Têm um aspecto pitoresco, com casinhas centenárias muito coloridas, e é possível visitá-las a todas de barco, comboio…e para os mais aventureiros….a pé!

Área turística por excelência, a melhor opção será ficar hospedado em Monterrosso e de lá conhecer as outras vilas. In bocca al lupo!

A Itália a superar todas as nossas expectativas.

E pomo-nos mais uma vez na estrada, as paisagens que nos rodeiam sucessivamente a mudar, e é hora do reencontro com os amigos e de subir bem para Norte.

Paragem rápida em Milão – o Duomo e a Fundação Prada a não perder – e sem demoras, ainda mais a Norte, para Bormio, dizemos adeus ao Lago Di Como e vamos deslumbrar-nos com os montes verdes dos Alpes Italianos.

Italia Meravigliosa!

IMG_2383

Tome Nota

Como ir

De Luanda poderá voar com TAAG até Lisboa (preços a partir dos 170 mil Akz) e daí seguir num voo directo para Roma (existem várias companhias aéreas a fazer esta ligação com preços a partir dos 100 euros). Já em Itália, as viagens podem ser feitas de comboio, de carro e de barco.

Onde ficar

São inúmeros os hotéis que existem em todas as cidade de Itália e com os mais variados preços. Ainda assim, e em particular, sugerimos o Hotel Le Sirenuse, em Positano, na Costa Amalfitana.

Onde comer

Não deixe de provar a pizza Marguerita na L’Antica Pizzeria da Michele, em Nápoles; e o “bisteca” e tortino di carciofi no Trattoria Sostanza, que dizem ser o melhor bife da cidade de Florença. E, claro, o gelato artigianale (gelado artesanal), um dos ícones gastronómicos de Itália.

Cuidados a ter

Itália é muito visitada por turistas durante o Verão, por isso faça as suas reservas com bastante antecedência.

Imperdível

Capri! É mesmo uma pérola do Mediterrâneo.

assinatura

*Artigo originalmente publicado na Porta de Embarque da revista Rotas & Sabores.

 

Nápoles!

À partida uma cidade complicada, feia mesmo, difícil de gostar sem apoio local…mas que, garantem os conhecedores, primeiro se estranha, e depois entranha.

O plano para Nápoles era descomplicado: comer uma pizza marguerita na La Antica Pizzeria Da Michele, supostamente a melhor do mundo, “imortalizada” pela Júlia Roberts no “Eat, Pray, Love”, alugar um Fiat Cinquecento (não estivéssemos nós em Itália!) e partir rumo ao nosso destino azul: a paradisíaca Costa Amalfitana, pérola do Mar Mediterrâneo, o destino romântico número um da Itália.

O nosso ponto de partida, à descoberta da Costa Amalfitana, seria Positano, a cerca de 70 Km de Nápoles.

IMG_1873

Tivemos de seleccionar, por entre as quase 20 vilas que compõem a Costa, quase penduradas por entre as encostas, quais as que iríamos visitar.

Vielas românticas, de um sentido apenas, muitas fechadas ao trânsito, sempre com vista para o mar, dezenas de restaurantes e lojas de artesanato pelo caminho, casais de mãos dadas e pessoas de todo o mundo, com semblante feliz e despreocupado, vestidos de linho esvoaçante em noites frescas de verão.

O local perfeito para relaxar, onde a única preocupação é o melhor ângulo para apreciar o cartão de visita da região – a paisagem – os restaurantes a frequentar, que brunch ou aperitivo tomar, ou a que horas nos perderíamos pelo centro pedestre que culmina, passando pela Igreja Santa Maria Assunta, na spiaggia del Fornillo e Spiaggia Grande, rochosas mas convidativas.

Uma nota especial para o Restaurante do Hotel Le Sirenuse, que precisa de marcação (bastante) antecipada, mas que é um dos sítios must go em Positano. Recomendáveis são também o Buca di Bacco e o Hotel Vila Franco.

IMG_2217

São também imperdíveis os passeios de barco ao longo dos 60 km de Costa, interrompidos aqui e ali por mergulhos em alto mar.

Praiano, e o belíssimo fiordi di furore, Minore, com paragem rápida pela pastelaria Sal de Riso, Nerano, para almoçar no Maria Grazia.

 Um dos dias mais memoráveis foi passado na praia privada da Torre Normanna, em Maiori, de águas incrivelmente transparentes, que precedeu a visita a Ravello, situada num dos pontos mais altos da Costa, cuja beleza inspirou artistas como Richard Wagner ou Miro, e que é palco de um dos festivais de música mais importantes da região, e que tem locais lindíssimos como a Vila Rufolo e a Villa Cimbrone, hoje um hotel de luxo, mas com o jardim e o belvedere aberto para visitas.

Bellissimo!

Capri ficava ao virar da esquina.

IMG_2014

Destino preferencial do jetset internacional, a ilha é de facto ponto de paragem obrigatório.

Com paisagens lindas de morrer, penhascos verdejantes e um mar cristalino, toda a ilha respira glamour e bem estar.

Começámos por explorar a ilha de barco, com a agência Capri Relax Boats. Passámos por grutas escondidas em que a água se torna azul neon, rochas de formato impossível, centenas de barcos à nossa volta cheios de gente em júbilo, à brindar ao verão e à dolce vita.

Optámos por fazer praia na glamorosa La Fontelina, e já devidamente bronzeadas, fomos preparar-nos para jantar.

Há todo um ritual pré-jantar a seguir…Facciamo alla grande!

Passeio a pé pelo centro da cidade, cheio de lojinhas, até chegar ao hotel Quisisana para tomar champagne. Seguir para um dos restaurantes em voga, na altura o Da Paolino, Aurora, Da Giorgio, entre outros.

Dias de sonho, numa das jóias do mediterrânico…

 Capri, c’est fini.

assinatura

*Artigo originalmente publicado na Revista Rotas & Sabores.

IMG_1749

As férias de verão de 2015 foram inteiramente dedicadas ao dolce fare niente.

Tudo começou meses antes, com a preparação da viagem, que foi um verdadeiro período de degustação lento e saboroso, como se de uma belíssima pasta se tratasse…

Preparámo-nos, pois, para uma entrega completa aos prazeres sensoriais, que começou na aprendizagem da língua e foi terminar em flutes de prosecco, sem receio de ir parar ao inferno.

O programa era ambicioso e abrangia várias regiões italianas em apenas dez dias.

Ir para o Norte ou para o Sul?

Para a Costa ou para o Campo?

Chianti ou mar azul?

Madonna!

A Itália, esse país enorme que preenche todo o nosso imaginário veraneante…completamente ao dispor dos nossos desejos… mozzarella di Buffala, pasta, pizza, prosecco, gelati…um verdadeiro atentado ao pudor gastronómico.

Com o auxílio de amigos “locais”, lá conseguimos decidir o que visitar:

Roma – Nápoles – Costa Amalfitana – Capri – Florença – Cinque Terre – Milão – Alpes.

A única certeza que tínhamos era o início da viagem em Roma e o seu término em plenos Alpes para festejar um casamento ítalo-angolano.

IMG_1721

Roma recebeu-nos com um tempo magnífico.

Estávamos na segunda quinzena de Agosto e a cidade estava tranquila q.b., sem grandes multidões, o que é sempre agradável, mas com a desvantagem de ter alguns serviços fechados…alguns dos restaurantes e clubes recomendados estavam fechados, mas a verdade é que assim temos um pretexto para lá voltar muito em breve.

Fica, por isso, a nota: as férias são uma “instituição” em Itália, e o dolce fare niente um direito adquirido. Ninguém abdica delas, e é exactamente nessa altura que os italianos correm para beira-mar. convém, por isso, escolher cautelosamente, a melhor altura para visitar Itália,

Mas Roma lá estava, o tal “museu a céu aberto”, imponente como tão bem sabe ser.

Que cidade tão bonita!

(poderia ter usado outro adjectivo, mas por vezes a simplicidade das palavras sustenta a magnitude do sentimento).

Apetece passear a pé sem rumo, só a absorver a atmosfera.

IMG_1726

E foi o que fizemos, recém chegadas, os olhos ainda a habituarem-se ao cenário, meio sem acreditarmos que as tão desejadas férias tinham finalmente chegado.

Piazza Di spagna, com as suas longas escadarias com vista privilegiada, Via del Corso, Via Condotti, finalmente a Fontana di Trevi e (lugar comum?), entramos de repente na Dolce Vita de Fellini, exactamente naquele lugar que imortalizou Anita Ekberg e Marcello Mastroianni.

E a doce caminhada continua…o Panteão, a Piazza Navona, perfeita para um flute de prosecco…

No Coliseu há encontros imediatos com gladiadores, e pela cidade um sem número de belezas cheias de história e Arte a que ninguém fica indiferente…Teatro de L’opera, Teatro de la Esposizione, Colonna Traiana…

O bairro de Trastevere foi o escolhido para uma bela jantarada perfumada a Chianti, onde recebemos o melhor conselho das nossas vidas, de uma sexagenária deliciosa, com uma história de vida incrível:

“Girls, be good. And if you can’t be good, be wise”

 …e num ápice (soube a tão pouco…) estávamos nós no comboio, rumo ao destino seguinte.

 

Em breve, a aventura continua…

assinatura

*Artigo originalmente publicado na Revista Rotas & Sabores.

Terra da felicidade.

Terra do deserto, do mar, do caranguejo, da Welwitschia Mirabilis. Terra da diversidade cultural. O Namibe é tudo isto e é tudo isto que o torna tão especial.

É também uma das províncias de Angola mais forte em termos de turismo. O deserto explica boa parte deste sucesso, mas as praias não estão inocentes na escolha desta província para uns dias de descanso. Aliás, é no Namibe que estão as praias mais radicais que se podem encontrar no país, sem esquecer a famosa onda de 3 quilómetros de comprimento, em Cabo Negro.

Revista-R&S-nº12_Praias9

Praia: Cabo Negro

Tipo de Praia: Aventura e desporto.

Localização: Tombwa, a cerca de 100 quilómetros da capital da província do Namibe, com o mesmo nome.

Como ir: em viaturas com tracção a 4 rodas, adaptadas para andar no deserto.

Nível de dificuldade dos acessos: 5

Onde ficar: Acampar é a solução. É uma praia completamente deserta, e é desejável que assim continue. A alternativa será pernoitar no Flamingo Lodge e percorrer alguns Kms para chegar a Cabo Negro.

Onde comer: num piquenique à beira-mar.

Conselhos úteis: se não conhecer a área na perfeição, vá acompanhado de guias experientes. Não arrisque.

O melhor: A paisagem: mar aberto e uma duna gigante pontuada de rochas, com golfinhos a completar o cenário. É o spot perfeito para se sentir completamente “into the wild”.

O pior: não há, a não ser, claro, que prefira uma praia cheia de gente.

Exclusivo: É a praia com as melhores ondas para surfar em Angola.

Surf Spot: Sim. O melhor!

Ligação ao mundo? Escassa. Há rede de telemóvel apenas ao cimo da duna. Perfeito para se desligar do mundo.

Outras praias na zona: Ali perto, ainda no município do Tombwa, existem outros areais, mas temos dúvidas de que vá querer deixar Cabo Negro para trás.

Além da praia: Aventure-se pelo deserto. Faça do leito dos rios a sua estrada, das dunas um atalho, do sol a sua bússola. Explore o parque do Iona e marque encontro com os Himbas, um povo nómada que circula entre o Sul de Angola e a Namíbia e viva a “descoberta” de uma das tribos mais carismáticas desta parte do mundo.

assinatura

*Texto originalmente publicado na edição n.º 12 da Revista Rotas & Sabores.

O turismo é, sem dúvida, o forte da província de Benguela. E a explicação até é fácil se pensarmos que é a região com algumas das praias mais bonitas de Angola, com destaque para a praia da Caotinha, uma das maravilhas naturais do país.

Mas há mais: Baía Azul, Baía dos Elefantes, Caota, Lucira…Às praias junta-se ainda uma cidade bem conservada, bonita, com edifícios de arquitectura colonial e a sua gente de sorriso grande.

Revista-R&S-nº12_Praias8

Praia: Baía Azul

Tipo de Praia: Familiar

Localização: A Sul de Benguela.

Como ir: de carro, em qualquer viatura.

Nível de dificuldade dos acessos: 2

Onde ficar: Hotel Duas Faces, ou, se preferir, no Hotel Mil Cidades em Benguela ou no Hotel Términus, no Lobito.

Onde comer: Restaurante Bodona

Conselhos úteis: Faça um périplo pelas praias da área. Não se vai arrepender.

O melhor: A deslumbrante baía, com 3 kms de extensão, e águas muito azuis.

O pior: a praia é bastante frequentada, o que poderá desagradar quem prefira praias mais desertas.

Exclusivo: Benguela tem as águas mais cristalinas de toda a Costa angolana.

Surf Spot: Não.

Ligação ao mundo? Sim.

Outras praias na zona: a visita a Benguela não estará completa sem um mergulho nas transparentes águas da Caotinha.

Além da praia: Já foi dar um beijo ao crocodilo, no Dombe Grande?

assinatura

 

*Texto originalmente publicado na edição n.º 12 da Revista Rotas & Sabores.

 

Sumbe, capital da Província do Kwanza Sul, e Porto Amboim, um porto de extrema importância para a Província, são os principais pontos de atracção para quem viaje até esta região de Angola.

Um local com inúmeras belezas naturais, desde praias paradisíacas, quedas de água, o frondoso verde Waku Kungo, até às águas termais, às grutas e fortalezas e ruínas que guardam a História da província.

Revista-R&S-nº12_Praias7

Praia: Kikombo

Tipo de Praia: Aventura

Localização: a Sul do Sumbe (conseguem obter a localização GPS? Seria muito giro para todas as praias)

Como ir: de carro.

Nível de dificuldade dos acessos: 3. Não há placas de sinalização e o sinal de GPS não é fiável.

Onde ficar: Pousada do Wembele, Hotel Ritz

Onde comer: Restaurante Marisqueira Brisa, Mar e Sol

Conselhos uteis: Em fim-de-semana de Festisumbe, faça as suas reservas com antecedência.

O melhor: A natureza, imponente e diversificada.

O pior: a falta de sinalização dos principais atractivos.

Exclusivo: a proximidade com as grutas da Sassa e outros tesouros naturais.

Surf Spot: Sim.

Ligação ao mundo? Sim.

Outras praias na zona: Marginal do Sumbe, Praia dos Namorados, Kitoba e Katanas.

Além da praia: já pensou em partir à descoberta de um morro para escalar?

assinatura

*Texto originalmente publicado na edição n.º 12 da Revista Rotas & Sabores.

Luanda cresce a cada dia, cada mês, cada ano.

A capital de Angola é cada vez mais cosmopolita, uma cidade fervilhante que todos os dias surpreende com mais oferta turística e que hoje se preocupa também em receber bem.

A sua costa, as suas areias, o seu imenso mar continua a ser o seu cartão postal.

E como se não bastasse ainda tem uma ilha paradisíaca, a ilha do Mussulo.

Revista-R&S-nº12_Praias6

Praia: Ilha do Mussulo

Tipo de Praia: o que quiser fazer dela. É uma das praias mais icónicas do país, faz parte da história e do quotidiano dos Luandenses. Para um fim-de-semana com família e amigos, aventura ou puro relaxe, vale a pena dar um saltinho a este paraíso a dois passos de Luanda.

Localização: Costa Sul de Luanda.

Como ir: de barco, pelo embarcadouro do Mussulo. A agradável alternativa é apanhar o barco na ilha de Luanda, e usufruir da vista de Luanda pelo mar. Os mais aventureiros poderão também ir de carro, pelo Buraco, em altura de maré baixa.

Nível de dificuldade dos acessos: 2

Onde ficar: Resort Ssulo, Resort Kanawa, Roça das Mangueiras, Resort Cherne Village…ou em casa de amigos.

Onde comer: os resorts mencionados têm todos restaurante. Poderá também comprar peixe fresco e marisco directamente aos Pescadores.

Conselhos úteis: Desligue o telemóvel…e relaxe.

O melhor: o mergulho de meia noite em pleno revéillon

O pior: pode por vezes ficar demasiado cheio.

Exclusivo: Tem o pôr do sol mais bonito do mundo.

Surf Spot: Não, mas é perfeito para treinar a sua habilidade no Stand Up Paddle.

Ligação ao mundo? Sim.

Além da praia: O Mussulo é palco perfeito para encontros e reencontros, para apreciar a maresia e brindar à vida à beira-mar, até ao nascer do Sol.

assinatura

 

*Texto originalmente publicado na edição n.º 12 da Revista Rotas & Sabores.

%d bloggers like this: