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A Revista Rotas & Sabores, em parceria com o Luanda Nightlife, publicou o Guia da Cidade de Luanda, na edição de aniversário da Revista (edição n.º 7, Fevereiro / Março de 2015).

O que é que Luanda tem?

Vai ter de ler o guia para descobrir.

Guia Luanda - cover

Recomendo a compra da revista para ter um guia todinho para si.

De todo o modo, os promotores desta iniciativa cederam-nos gentilmente o guia em PDF, que poderei enviar para todos aqueles que manifestarem vontade de o receber.

NB: A Rotas & Sabores está disponível ao público nos supermercados Kero, Descontão, Casa dos Frescos, Martal, Foodlovers, livrarias de hotéis e em algumas pastelarias em Luanda.

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Luxo. Glamour. Mar Azul.
Seriam as palavras escolhidas, sem esforço algum, se me fosse pedido para descrever em três palavras esta zona de férias por excelência.
Ao olharmos para aquela baía beijada pelo Mar Mediterrâneo pela primeira vez, percebemos logo que aquele primeiro olhar terá de ser repetido vezes sem conta. E porque os Alpes Marítimos são permeados também pelos aromas e sabores da Provence, sabemos então que temos diante de nós o local onde a França é feita para o romance.
Em Maio de 2014 fui pela segunda vez a Riviera Francesa, porque a tal primeira vez, ainda que memorável, não fora o suficiente.
Há muito planeada, finalmente foi possível ir a Côte d’Azur durante o mês de Maio, uma data nada indicada ao acaso. Os aficionados saberão porquê…foi propositadamente escolhida para coincidir com o mítico Grande Prémio de Fórmula 1, no Mónaco.
Uma semana à minha disposição tornou-se demasiado curta para atravessar o Sul de França, e ainda dar uma espreitadela ao Mónaco. Mas a vontade era demasiado grande e o grupo estóico, por isso partimos à descoberta.
Tratámos de tudo com antecedência – hotel, carro, os bilhetes para a Fórmula 1 e alguns restaurantes mais cobiçados – por ser um dos destinos mais procurados do Mundo, apesar de dispendioso q.b.
Saindo de Luanda, optámos por passar por Lisboa e de lá apanhar um voo para Nice, a maior cidade da região. Uma alternativa agradável seria ir de Luanda a Paris, e de Paris para Nice de avião, ou, para quem prefira, de comboio…É que atravessar a França, de Chardonnay em riste, é sempre uma delícia.

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Querendo, como nós, passear pela Côte d’Azur, o ideal é ficar hospedado em Nice, pela localização, quase um porto seguro, e por ser de facto uma cidade com mil facetas, pronta para agradar quem recebe, sem perder o ar inocente de cidade à Beira – Mar.
À chegada, a Promenade des Anglais (a marginal), impressiona.

Começaram logo as comparações com outras, pelo Mundo, mas de facto cada cidade tem o seu encanto muito próprio. Os edifícios, imponentes, o mar mediterrâneo, sereno e encantador, a brisa cálida de um verão ainda preguiçoso, bicicletas a circular, parecia todo um cenário preparado propositadamente para desejar: Bienvenue à La Côte d’Azur.

Decidimos ficar hospedados no Hotel Palais de la Méditerranée, situado mesmo na Promenade, frente ao mar. Excelente localização, óptimo balanço entre o clássico e o moderno, serviço 5 estrelas.
Outra opção poderia ser o Hotel Negresco, ideal para os amantes do estilo da Belle Epoque, um clássico da Riviera Francesa. Este hotel centenário está localizado no melhor ponto da Promenade e é um ícone que já hospedou celebridades, reis, rainhas e os Beatles durante longas temporadas. E detém ainda nos seus domínios o restaurante Chantecler, estrela Michelin há vários anos.
Para os que desejarem uma zona com menos movimento, o romantismo do Hotel Boscolo Exedra é uma opção encantadora.
França é queijo e vinhos, campo e mar. E nós queríamos tudo aquilo a que tínhamos direito.

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assinaturaTexto publicado na “Porta de Embarque” da Revista Rotas & Sabores // Outubro 2014

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Precisei de muito pouco para estar de facto bem, tranquila, alinhada com o cosmos…óculos de sol, máquina fotográfica (sempre), protector solar e o António Lobo Antunes…

IMG_1608Eu dizia ontem que nesses apelidados destinos paradisíacos o Resort é de facto essencial, porque grande parte das férias são passadas em mergulhos no Oceano Índico e massagens exóticas de experts na matéria (das melhores que já fiz!).

No caso das Maurícias, para além do Resort em si, convém seleccionar a costa da Ilha que mais sirva os objectivos do feliz veraneante.

No caso, viajávamos em grupo, com pessoas de diferentes faixas etárias (de 1 ano de idade a 50 e qualquer coisa), por isso o hotel escolhido teria de ter capacidade para agradar a todos. Para além de também serem relevantes as questões climáticas (vento, condições para a prática de desportos náuticos…).

Depois de analisarmos um top 5 bem renhido (quem estiver interessado em saber qual, envie-me um email), o Lux Le Morne parecia agrupar as características mais aliciantes.

Nadar com golfinhos, pesca, snorkelling, mergulho, windsurf e kitesurf, you name it…e claro, o bom e velho levantamento de côco na espreguiçadeira…cenários perfeitos para viagens em grupo ou casalinhos em Lua de Mel, tudo proporcionado por um staff do mais prestável e simpático que existe. Fizeram inclusive com que a passagem de um ciclone ao largo fosse uma experiência interessante. Só lá estando.

Mas obviamente que vale a pena sair do dolce fare niente para explorar a Ilha do açúcar e do chá, que é linda, verde e encerra uma diversidade cultural fascinante (estampada nos rostos e tons de pele da população), proporcionada pelos povos que por lá passaram desde a descoberta da Ilha pelos portugueses (há uma forte incidência da cultura francesa, entre outras), e pelos “vizinhos” que decidiram, há várias  gerações, instalar-se na Ilha, com os seus ritos e hábitos (tal como os Indianos).

…por isso, passa-se do Coq au vin à adoração de templos Indianos com a mesma leveza de quem vai só ali à esquina e já volta.

E eu quero voltar.

IMG_7157Porque afinal, os caminhos para a tranquilidade são percorridos de pés descalços.

Sempre.

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Paradise...

Paradise…

Há algo de inquietante em chegar a algum lugar novo, totalmente desconhecido, durante a noite…

Depois de tantos meses de espera (estávamos qual condenados a traçar os dias na agenda), e de finalmente chegarmos ao dream spot…e nada de Oceano Índico, palmeiras e areia branca?

Que paraíso é esse que nos recebe de noite, não se mostra, não faz logo aquela prometida massagem aos pézinhos?

É uma ilha de contrastes…e mesmo de noite isso é visível porque do aeroporto a Le Morne, onde ficamos hospedados, a outra face do paraíso se mostrou.

E por ser uma ilha de contrastes, e também o local ideal para o que eu chamo de férias preguiçosas, o local escolhido para ficar importa…e muito. É onde se vai passar a maior parte do tempo, por isso dedicámos muito tempo e pesquisa à escolha do Hotel, porque preguiçar é uma coisa séria e tem mesmo de ser bem feita.

Acabámos por ficar no Hotel Lux Le Morne , na zona sudoeste da Ilha, e a escolha não poderia ter sido melhor.

Quando acordámos tínhamos a vista lá de cima, e mais isto…(tipo, a 30 segundos do quarto)

IMG_7158E ainda isto….

IMG_7063Já me esquecia disto…

IMG_1458E até isto era divinal, sereno…e prometia sempre coisas boas para o dia seguinte. Posso voltar para lá?

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Ontem festejei dois aniversários: os 30 anos do meu primo B e os 89 anos de uma cidade.

A menina dos anos foi a cidade do Lubango, no Sul de Angola.

E foi com esta paisagem que ela me brindou, ainda da pista do aeroporto, quando a fui visitar há cerca de dois meses, pela primeira vez (também por causa de um aniversário!). Senti-me bem-vinda!

E por ter sido tão bem recebida, achei que seria simpático da minha parte retribuir o carinho com umas palavras de Parabéns!

Fez 89 aninhos (contados desde 1923, ano em que adquiriu o estatuto de cidade) e está fresca, fofa, viçosa e recomendável!

Vim de lá com o coração e estômago satisfeitos,  e com a sensação de ter descoberto a Província angolana com mais semelhança com os campos Suíços!

É verdade que a imagem da cidade está, digamos, “beliscada”, mas ela esforça-se por preservar a dignidade de outros tempos. Ela, que em tempos foi apelidada de “Jardim de Angola”, e que ainda conserva toda a sua beleza naturalmente  inspiradora , que envolve cascatas, serras, longas planícies, fendas gigantes, uma estrada em ziguezague que desemboca no deserto, tudo isto abençoado pelo Cristo Rei que olha lá de cima com ar complacente.

Curioso? Então apanhe o avião ou prepare o Jeep e faça-se à estrada.

Vai encontrar: as cascatas da Huíla e da Hunguéria, a maravilhosa serra da Leba que insiste em marcar encontros sucessivos num infindável namoro com o deserto do Namibe, a Nossa Senhora do Monte com a sua função dual de confessionário e miradouro com vista sobre a cidade, a profunda fenda da Tundavala, que decerto esconde a resposta para muitos dos mistérios da humanidade e a serra da Chela, que seguindo a linhagem Carioca é coroada pelo Cristo Rei!

O Pululukwa Resort foi uma das grandes surpresas. Já tinha ficado curiosa com a descrição feita na revista Villas e Golfe, com a sua decoração rústica mas com imenso requinte, as suas “aldeias” que lembram tanto a Madeira (sim, o arquipélado Português) como um “Kimbo” no Sul de Angola. E depois, também com peças vindas da Tailândia, tectos Sul – Africanos e tantos outros pequenos pormenores que fazem uma grande diferença. Como a atenção de todos os funcionários. E os doces caseiros feitos com frutos da terra.

Pululukwa, em Umbundo, um dialecto do Sul de Angola, significa “Descanso”.

E como não ficar descansado se por todo o lado há o murmúrio meio lamechas da água a correr, o cheirinho a goiaba madura que vem das árvores à entrada dos chalets, mesmo à distância de um esticar de braços para saciar a gulodice, um Restaurante cuja ementa é flexível aos caprichos das estações e que faz questão de usar os produtos do Lubango (e não se espantem se a deliciosa carne da terra for acompanhada de Brincos de Princesa, nem se refrescarem a garganta com um granizado de goiaba acabadinha de apanhar)…

…tudo apimentado pela promessa (em jeito de provocação) de uma praia fluvial e de um SPA que, garantiram-nos, estão quase, quase a sair…

O “Kimbo do Muholo”

A aldeia Madeirense…

Depois de inúmeros passeios, subidas e descidas, curvas e contracurvas, e de beber água  directamente do rio, ouvimos o mujimbo de que haveria um Kimbo do Soba (restaurante) pronto a receber-nos, com carne de caça já a galopar para a grelha: Javali, Oryx, Kudu….e crocodilo! cujo sabor se situa algures entre a galinha e o peixe (à parte: tão mauzão e afinal sabe a galinha!).

Este é apenas um cheirinho, um teaser dos encantos do Lubango.

Ficou muito por fazer. O duo Lubango – Namibe merecem viagem radical, com direito a banhos de cascata, descida vertiginosa na Serra da Leba e campismo no Oásis do deserto do Namibe.

Fica para  a próxima vez, quando me decidir a seguir os passos de Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens até à contra-costa.

E porque uma imagem vale mais do que mil palavras, deixo-vos mais quatro, para valorizar a escrita e deleitar os olhos:

A serra da Leba…

E foi assim que, da pista do aeroporto, o Lubango se despediu de mim. E por essa gentileza, nunca esquecida, hei-de voltar!

Lubango e Primo B, que contem muitos mais anos de vida!

Gourmet tip: se forem ao Lubango/Namibe, não se esqueçam de provar os morangos, o chouriço caseiro e o caranguejo! de comer e chorar por mais. Aos altos berros.

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