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Night life

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Saint Tropez, imortalizada por Brigitte Bardot, vive o eterno clima efervescente de um balneário de luxo.

Linda, por mar e por terra, é ideal tanto para passeios à beira mar de mão dada como para celebrar eternos sunsets no Clube 55.

Marselha, cidade mestiça, com sotaques e aromas mesclados, casa da majestosa Catedral Notre Dame de la Garde, que oferece uma vista impagável sobre a cidade, mostra um outro lado da Riveira, um pouco menos sonhador e com mais raça.

E entre cada cidade há lugares que parecem saídos diretamente de quadros de Matisse. Ostentam o melhor do savoir vivre francês, os aromas provençais e o charme que nunca perdeu a sua originalidade.

Antibes foi morada de grandes nomes da elite intelectual e artística do mundo, tal como Pablo Picasso, cujo legado deixado na localidade está em exposição no Chateau Grimaldi. Tem um mercado tipicamente provençal que merece uma visita.

A pitoresca Saint Paul de Vence, a cidade dos pintores, Grasse, a cidade dos perfumes, e as deliciosamente snobs Saint-Jean-Cap-Ferrat e Villefranche-Sur-Mer, apelidadas de Riviera Real, têm obrigatoriamente que fazer parte do roteiro.

Eze, apenas a cinco minutos de Nice, alberga um dos melhores restaurantes de França, o Chateau de la Chèvre d’Or. Também um hotel de luxo, fica a cerca de 400 metros de altura, proporcionando uma vista incrível, enquanto se tem uma experiência gastronómica inolvidável, que contagia todos os sentidos.

Não há palavras que descrevam a experiência sensorial que é atravessar a Côte d’Azur.

Tomara que os meus olhos fossem objectivas, e que os meus dedos tivessem a magia de textualizar as emoções vividas.

Caso para dizer…je rêve encore de la Côte d’Azur.

E quanto ao terceiro olhar? Aguardo pelo Festival de Cannes.

Até lá.

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Como ir: Taag Luanda – Lisboa / Tap Lisboa – Nice

Onde ficar: Hotel Palais de la Méditerranée

Onde comer: Chateau de la Chèvre d’Or

Cuidados a ter: Efectuar reservas com antecedência

Imperdível: O Grande Prémio da Fórmula 1, no Mónaco

Texto publicado na “Porta de Embarque” da Revista Rotas & Sabores // Outubro 2014

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Fomos também conhecer a praia de Calla Saona (de dia) e ainda Midjorn, uma zona de praias na costa sul da ilha, que tem uma grande extensão de areia (desde La Mola até Es Cap de Barbaria) e em que o mar é aberto e as águas mais agitadas. Em Midjorn apanhámos grandes sets de ondas, que saltámos, enrolámo-nos, quase ficámos sem bikini e rimo-nos das figuras umas das outras. Em Midjorn vimos um pôr-do-sol maravilhoso!

Ver o pôr-do-sol, depois de um bom dia de praia, ainda em sal, num qualquer bar em cima do mar é, por si só, um programa. Há toda uma organização subjacente e o sítio eleito (indicado pelos promotores), com música chill out ou mais dançável, enche.

O melhor sunset de sempre passou-se no Las Banderas: Uma banda sonora de luxo: “I just came to say hello”…. “tu ru ru ru ru ru ru ru ru ru ru barbra streisand”… “danza kuduro”… “mr. saxobeat”… “raviosa”… “chôrândo si foi quem um djia só mi feiz choráaaaaa”….acompanhada, em alguns momentos, por um comboio (help!!). Uma jarra de mojitos para todas, com palhinhas gigantes de cores. O caminho para a casa de banho lindo, em pedra cor de laranja, com imensos azulejos de cores! Que grande cenário para fotografias! Imenso calor e um banho de mar tardio. Champanhe. Veleiros ao largo.

Quando o sol decide ir-se embora, é escolhida uma música especial. Toda a gente pára e saboreia o momento. O fim de um dia de sol e praia é vivido intensamente, com sentimento, emoção e cumplicidade. No mar, os veleiros estão alinhados e, uma a uma, acendem-se as luzes de fundeio no cimo dos mastros, que balançam docemente, à medida que o sol vai desaparecendo. É marcante.

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O jantar começa, ainda antes de começar, com uma “caminada”… Cuidado com as pedras!! Era o último dia de um encontro épico de amigas e havia ainda muito tempo para aproveitar… O blue bar estava cheio e não estava fácil encontrar um lugar para dançar… reunião do grupo para arrancar!?! (outra vez!) reunião do grupo para arrancar?!? não?!? (pela última vez!) Reunião do grupo para arrancar!?! Ahhh.. e voltámos para Es Pujols! Quando pensávamos que a aventura tinha finalmente terminado… somos surpreendidas por uma cena do mais genial que já vi… uma espécie de “panco-carícia”!! Tipo de combate entre o Panda Kung Fu e o Rambo! Dá para imaginar? Valeu para terminar!

E a viagem chega ao fim. Há alturas em que se regista um inédito quase silêncio (!!!). Na viagem de barco de Formentera para Ibiza fazemos o balanço, relembramos momentos e choramos a rir, atribuímos prémios e tentamos começar a fazer o switch off.

Formentera é um paraíso escondido, de difícil acesso, mas que vale cada segundo da viagem. Formentera tem praias inesquecíveis, um mar de cortar a respiração, uma beleza natural fora de série, uma paisagem selvagem de praias emolduradas por dunas e veleiros no horizonte, um enquadramento mágico.

Formentera é verão, calor, praia, amigas, festa. Formentera tem um espírito jovem e oferece tranquilidade e movida ao mesmo tempo. Formentera tem glamour, mas sem pretensões.

Formentera foi e será sempre a minha viagem de despedida de solteira. Formentera é, em concreto, cada uma das minhas amigas que decidiu fazer esta viagem comigo e torná-la tão especial. Cada uma delas pôs o melhor de si nesta viagem. Cada uma, à sua maneira, deu ao grupo (e deu-me!) um pouco de si, da sua boa energia, que permitiu formar uma verdadeira equipa. Como diz a Carmen, “o que faz um sítio são as pessoas”. E eu não podia estar mais de acordo. Formentera foi uma viagem única, especialmente pelas pessoas que fizeram dela a melhor despedida de solteira do mundo. Nunca terei palavras suficientes para descrever o que sinto em relação a esta viagem, apesar de ter escrito quase 2000.

Formentera foi uma “emboscada” de um pedaço da minha alma.

Leticia

Baleares

 

 

Formentera

No dia seguinte, o ponto alto da viagem: chegar à praia. Escolhemos Ses Illetes, no extremo norte da ilha, em que as praias são mais recortadas e, por isso, com águas muito calmas. Os olhos têm de estar semicerrados, porque ofuscados por toda aquela claridade, de um sol intenso em céu azul e aquela água, deslumbrante, cristalina azul-turquesa, azul esverdeada, azul transparente, azul caraíbas, azul paraíso. Pisar aquela areia branca e fina… E o calor? Que calor… Aquele calor em que é mesmo preciso levar chapéu-de-sol para a praia (…que o hotel empresta, ok? demorámos horas a perceber isso…), o que se percebe porque na areia estão milhares de chapéus iguais, de riscas às cores, com a típica lagartixa, símbolo de Formentera, desenhada.

No fim de um belo dia de praia, a “festa” prolonga-se no quarto do hotel, com vários jogos de adivinhas à noiva (com respostas a que ninguém normal chegaria), presentes, vinho e muita galhofa. Jantamos no Pinatar, um restaurante de paellas, na esplanada do jardim interior (duas paelhas para seis? três paelhas para quatro? uma paelha para três? “Que falta de chá”, Mercedez dixit).

Bora ao Blue Bar? Booora (talvez a palavra mais dita durante as férias). Eh pah, o carro não pega. Deixa-me tentar. Não pega mesmo. Tenta tu. Não pega. Vamos chamar o reboque. “Bambini no fare casino!” Barulhentas? Quem, nós? Difamação! Meninas, não esquecer a posição. Alejandra não larga o Blackberry porque está a jogar na bolsa… Olha!! Afinal o carro pega!! Ah, era só rodar a chave?! mais figuras de otárias em frente a estranhos. Mas parece que nada mais importa…estamos felizes!

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A noite termina num pequeno-almoço difícil no Hotel (são uns ditadores…não se pode fazer nada! nem sequer levar um pacotinho de bolachas do pequeno-almoço?!…).

Mais um dia de praia. Está um calor inacreditável e, por isso, levamos um chapéu-de-sol para cada uma (!) e montamos uma verdadeira “tenda” (acho que se calhar exagerámos um bocadinho!). A praia está cheia e há uma italiana que entra em histeria quando um dos nossos chapéus-de-sol voa. Há um barulho de fundo bom, de várias conversas ao mesmo tempo, em espanhol, italiano, português, misturadas com o som das ondas, o frenesim de barcos a entrar e a sair, bolas de vólei por todo o lado! Há fotografias, gargalhadas e escaldões. Demasiadas coisas a acontecer ao mesmo tempo. Uma agitação que não pára e que culmina quando, ao fim da tarde, os promotores correm as praias a avisar onde vai ser o apperitivi.

Saímos da praia para o spot indicado, a música alta, tudo a buzinar, “sorriam e acenem, meninas”…quando nos apercebemos de que temos a mala do carro aberta e não somos umas superstars, afinal. Genial!

Hotel, banho, jantar. As noites são quentes e um vestido é suficiente. Jantamos no Casanita, o nosso restaurante de eleição, muito acolhedor, com pratos óptimos, uma decoração linda e shots de licores exóticos, de sobremesa. Cantamos o Vambora em coro e o restaurante pára para ouvir. Digamos que a discrição não é exactamente a nossa pedra de toque. Desculpável, afinal é uma despedida de solteira.

Vamos ao Neroopaco e dançamos sem parar no jardim com a bola de espelhos gigante pendurada.

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Há uma festa na praia, em Calla Saona. Não é fácil ir a uma festa na praia com sandálias de saltos altos. Mercedez e Alejandra tropeçam e caem agarradas uma à outra (que sonho… não aguento de tanto rir!!!). Mercedez insiste nas quedas, desta vez ao comprido, esticada mesmo em cima de uma cadeira de praia!

Bora ao Pineta? Booora. As discotecas em Es Pujols têm nomes estranhíssimos (Pineta e Pachanka…sem comentários…). No Pineta  acontece de tudo um pouco: um drag queen canta em duo com a música e o fumo branco invade a pista! Vamos para a zona exterior. Há um Espanhol que, a tentar ser simpático (…) cria uma situação digna de um “lost in translation”.  É o drama, é o horror, é um mal-educado, que ofensa! Formamos e saímos todas em fila. Cá fora, falamos sobre o episódio e afinal, tudo esclarecido, era apenas mais um motivo para rir sem parar. Nada melhor do que uma boa histeria de grupo e um pseudo “inimigo” comum, o cabrón.

 

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Porque a Europa está em pleno verão, e é a época alta das (épicas!) despedidas de solteira, decidimos recordar uma memorável viagem realizada para celebrar a (épica!) despedida de solteira de uma grande amiga, num destino paradisíaco.

Um texto pensado a três, narrado pela então noivinha…

E foi assim:

Em Setembro de 2011 eu e um grupo de amigas decidimos zarpar para Formentera.

Era a minha despedida de solteira.

Chegar a Formentera não é fácil: sair de Lisboa, fazer escala em Madrid, porque nem sempre há voos directos, chegar ao Aeroporto de Ibiza, apanhar um táxi para o Porto de Ibiza, apanhar o barco para Formentera, chegar ao Porto de Formentera, ir buscar o carro/mota alugado e seguir, finalmente, para o hotel/apartamento.

Mas chegar a Formentera é ainda mais atribulado quando um grupo de miúdas se junta para uma viagem de despedida de solteira. Um grupo com muito boa onda e uma sintonia incrível, o que resulta numa emoção-quase-histeria a todo o tempo.

As aventuras começam logo no aeroporto de Lisboa com o tão esperado encontro, as novidades (há sempre novidades ainda que tenhamos falado ontem à noite), a conversa posta em dia a um ritmo alucinante e a parafernália das malas. Segue-se o aeroporto de Madrid, a atribuição de nomes de código (Carmen, Pilar, Mercedes e Leti), a expulsão de uma loja (ah isto é um top e não um vestido? e não se pode tirar fotografias?), o verniz azul em todos os dedos, o “preciso de um chocolate” em uníssono.

A animação continua, a bordo de um avião minúsculo com destino a Ibiza (que por momentos parecia que ia cair). Há um casal estranhíssimo a discutir lá atrás e é impossível não ouvir a berraria. Ela bebe demais, bate nele e chora e ri quase em simultâneo. É inevitável ouvir aquela telenovela mexicana (no caso italiana) e é difícil não rir. Parecem todos personagens colocadas estrategicamente no nosso percurso para tornar a viagem ainda mais entusiasmante…

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Chegamos a Ibiza. O calor que se sente cheira a verão, a férias, praia e amigas. No andar de cima do barco para Formentera, ao ar livre, estão grupos de amigas (o nosso), casais e famílias e há um certo reboliço, pessoas a falar incessantemente (nós), a tirar fotografias (nós) e, no mar, uma agitação de barcos, para cá e para lá, sobretudo veleiros. Há uma senhora de idade que insiste em sentar-se em cima da minha mala e me vai dar cabo dos cremes…pânico seguido de gargalhada geral. Este é o novo conceito de desgraça. Já estamos completamente em modo férias.

Chegamos finalmente a Formentera, onde Alejandra (outro nome de código) surge em grande estilo no Porto de La Savina, no nosso coche rojo, a dominar a ilha e as carreteras. Novo reencontro (e respectiva histeria colectiva), abraços (ai amigaaaaaa!), fotografias, novidades e a “equipa vencedora” está completa!

Em direcção a Es Pujols, contornando a grande Lagoa (Estany Pudent) integrada no Parque Natural de Ses Salines (declarado Património da Humanidade pela UNESCO) perdemos a conta à quantidade infindável de aceleras, quase todas com turistas com chapéus-de-sol, havaianas e muita areia. Es Pujols é uma das zonas mais animadas da ilha, repleta de hotéis, bares e discotecas, restaurantes e lojas. É urgente fazer um reconhecimento do local.

Check-in no Hotel. Estacionamos à porta (olha que estranho não haver aqui carros), ignorando olimpicamente a placa “no parking”. O recepcionista (super Mário) já meio baralhado com as identidades de cada uma (às tantas já confundíamos tudo, nomes fictícios e reais) e com as milhentas perguntas que tínhamos para fazer.

“Bora conhecer isto”? (talvez a frase mais dita naqueles dias)…

Jantámos no Pizza Pazza, circulámos pela zona de bares, demos um salto ao mercado de artesanato no passeio marítimo e espreitámos a loja, estilo indiano, que vende de tudo um pouco.

Acusámos o cansaço da viagem e regressamos ao hotel. Mesmo assim, de copo de vinho em riste, estoicamente conversámos durante horas, pela madrugada fora…

Não sabíamos, ainda, que um mar tão azul esperava por nós…

Fotografias de Patrícia Pedroso.

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A convite do site Luanda Nightlife, o site que destaca os melhores spots da cidade de Luanda,  o The Alexe Affair elaborou, na rubrica Luandando, uma review ao novíssimo Restaurante Kitanda da Esquina.

O Luandando com o The Alexe Affair pode ser visto aqui.

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A Kitanda da Esquina, pelos cinco sentidos de Alexandra Gonçalves

Luanda tem um novo espaço, criado no intuito de apelar (e agradar) aos cinco sentidos..

Mais do que um Restaurante, o Kitanda da Esquina foi pensado para ser um espaço de Cultura, em que a gastronomia de alta qualidade tem o papel protagonista.

Com a assinatura do conceituado Chef Vítor Sobral, cuja formação internacional e uma profunda incursão pelos países Lusófonos permitiu a criação de um menu tão eclético quanto poderia ser o resultado de influências do Alentejo, do Brasil, da África Lusófona, com incidência na incontornável gastronomia Angolana, criando uma terceira Cultura – a de fusão.

Encontramos, por isso, uma estilização da cozinha Angolana, em tom maior, que faz jus à profundidade da riqueza cultural da língua Portuguesa e da raíz de cada País que compõe a lusofonia.

Ali, as lulas com quiabos comovem os apreciadores, a moqueca de lagosta passeia de mãos dadas com a muamba de galinha, esta acompanhada pelo arroz de salsa, e a tarte de caramelo com crocante de ginguba (que pode ser apreciada com um late harvest) vem como estocada final.

Isto, apenas a título de exemplo.

Restaurante Kitanda da Esquina

Deve tudo ser bem regado a vinhos e champagnes, ainda que a copo, seja num menu degustação, jantar de um prato apenas, ou se opte por petiscos, ex libris da casa, a preços bastante razoáveis para a cidade de Luanda.

Nesta “tasca elegante”, de ambiente despretensioso e acolhedor, de cozinha aberta e serviço atencioso, há diversos elementos que alimentam a visão…os produtos que facilmente encontramos nos mercados, por Angola fora, dispostos em prateleiras, como se de uma verdadeira kitanda se tratasse, os bancos forrados a coloridos panos africanos, o chá de caxinde, a múcua e até o pau de Cabinda, à disposição da curiosidade e do tacto dos fregueses.

Restaurante Kitanda da Esquina

E quando este “cheiro a terra” é complementado por louça de porcelana Vista Alegre (em que os tradicionais copos de reco reco têm lugar de destaque), os talheres são de design e por todo o lado há o uso de materiais nobres, como a madeira e o mármore, temos a certeza de que este é um lugar criado para nos sentirmos em casa.

Restaurante Kitanda da Esquina

Em complemento, uma agradável esplanada e um lounge propício a animadas happy hours com Dj, bem como uma padaria / pastelaria gourmet fazem parte dos planos futuros do Kitanda da Esquina.

Com um palco para artistas convidados e paredes prontas para exposições temporárias de artistas locais, ficam os nossos sentidos alimentados e com vontade de regressar.

 

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Desde 2012 que o The Alexe Affair é um espaço de partilha.
Partilha de experiências que pode representar também um estreitar de fronteiras.

Tendo as narrativas de viagens como fio condutor, o blog reflecte as vivências da autora, uma advogada com affairs com as artes, ilustrando o seu mundo e resumindo-se como uma perspectiva pessoal e subjectiva sobre viagens e lifestyle.

Este vídeo, gravado entre Lisboa e Luanda, é o primeiro de uma série que será realizada em complemento aos textos publicados no blog.

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Since 2012 that The Alexe Affair is a place for sharing.
Sharing of experiences that can also represent an approximation of borders.

Having the travel narratives as a guide, the blog reflects the experiences of the author, a lawyer with an affair with the arts, being a subjective point of view on travel and lifestyle.

This video, recorded between Lisbon and Luanda, is the first in a series that will be held in addition to the texts published in the blog.
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By Bernardo Gramaxo // The Takes // The Art Affair

O que fazer?

Arriscar? Não arriscar?

A praia da Equimina até nos parecia bastante agradável, mas o “desconhecido” parece ser sempre mais apelativo…e havia um je ne sais quoi de misterioso a rondar a “Baía dos Elefantes”…

…A começar pelo nome! Porquê “Baía dos Elefantes”? já lá houve mesmo elefantes? mamutes pré-históricos? muitas teorias demagógicas foram apresentadas pelo grupo, uma mais estapafúrdia do que a outra. Ficou por descobrir. Quem souber, que me envie um email!

…E como lá chegar? só mesmo por barco? ah, afinal há um caminho de terra batida? por onde? quanto tempo? quantas curvas a contar daquela árvore? (não, não há placas nem GPS que nos valha. Aliás, tentar usar o GPS é batota. És um descobridor, comporta-te como tal!).

O Alain: vou negociar com os pescadores uma boleia! Foi. Com andar decidido. Ficámos à espera, expectantes!

AlainNão tivemos sorte! estavam ocupados com coisas mais importantes como…pescar!

A Renata decidiu “testar” a água, com ar contemplativo…sabia que por aí vinha o desconhecido, e não fosse o diabo tecê-las, mais valia dar agora um mergulhinho…

Diogo

O Diogo, de máquina em riste, pronta a disparar, impaciente, a ponderar se a objectiva seria suficiente para ir além da linha do horizonte…

Fomos de Jeep. E tivemos de perguntar, na Aldeia mais próxima, qual o caminho. Muitas dúvidas…apenas um dos aldeãos falava português (ou corruptelas do português?) e a comunicação, por isso, não foi nada fácil…[lembrei-me, de repente…”acrescentar à check list para a vida: aprender um dialecto”]…pela esquerda ou pela direita? quanto tempo? teorias divergentes, ainda mais dúvidas, caminhos que nos pareciam iguais, montes feitos de terra, o carro quase a ficar enterrado, mas a vontade de lá chegar era superior ao receio de nos perdermos no meio do nada [tínhamos a segurança de um farnel de bolachas, queijo e vinho branco, devia dar para sobreviver durante uma semana]…

[se isto fosse um filme, eu seria o único sobrevivente, diz o Alain…]

E de facto, valeu a pena! E sobrevivemos todos!

As tais águas azul-esverdeadas, prometidas, lá estavam, a praia quase deserta (pergunto-me: quantas praias assim haverá ao longo da costa Ocidental Angolana, esperando pacientemente para serem descobertas?), montanhas que a mim lembraram manadas de elefantes, até uma chuva morninha que, apesar de deliciosa, veio acompanhada de trovões assustadores e enlameou o nosso caminho de regresso…

A cereja no topo do bolo, melhor, a “Cuca no topo do prego”, no bar Ferro Velho, em Benguela, bem acompanhados por um pôr do Sol vermelho-laranja e aves no Céu, fecharam a tarde.

E a noite já estava planeada.

Jantar no Aparthotel Mil Cidades, com uma cozinha com travo Indiano e decoração (belíssima!) Africana contemporânea. Daí seguimos para a lendária discoteca “Chirinaua” (é assim que se escreve?)…e o Chirinaua não desiludiu, porque era exactamente o que eu estava à espera.

Uma discoteca africana “à moda antiga”…pista de dança ao centro, eles e elas altamente kitados…a saia que dá com a sandália, que joga com o baton, que não descura o decote…kizombadas à séria, o jogo do “a menina dança?”, sorrisos à toda a volta, o cansaço a puxar de um lado, a vontade de dançar do outro…

Ombaka kuia!

E no último dia só apetecia não ir embora…os mergulhos na praia do Terminus não aplacaram a tristeza da despedida, mas a comida D-E-L-I-C-I-O-S-A do Restaurante D. Bina, no Lobito, ajudou imenso.

Caso para cantar…

Quando eu fui a benguela eu não quis regressar

Ao ver praia morena

Fiquei a sonhar

Que bela mulata

Princesa do mar

Deitada ao sol

Risonha a queimar…

Fotografias de Diogo Bettencourt Pereira e Alexe Gonçalves

 
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