Archive

Restaurants

IMG_1749

As férias de verão de 2015 foram inteiramente dedicadas ao dolce fare niente.

Tudo começou meses antes, com a preparação da viagem, que foi um verdadeiro período de degustação lento e saboroso, como se de uma belíssima pasta se tratasse…

Preparámo-nos, pois, para uma entrega completa aos prazeres sensoriais, que começou na aprendizagem da língua e foi terminar em flutes de prosecco, sem receio de ir parar ao inferno.

O programa era ambicioso e abrangia várias regiões italianas em apenas dez dias.

Ir para o Norte ou para o Sul?

Para a Costa ou para o Campo?

Chianti ou mar azul?

Madonna!

A Itália, esse país enorme que preenche todo o nosso imaginário veraneante…completamente ao dispor dos nossos desejos… mozzarella di Buffala, pasta, pizza, prosecco, gelati…um verdadeiro atentado ao pudor gastronómico.

Com o auxílio de amigos “locais”, lá conseguimos decidir o que visitar:

Roma – Nápoles – Costa Amalfitana – Capri – Florença – Cinque Terre – Milão – Alpes.

A única certeza que tínhamos era o início da viagem em Roma e o seu término em plenos Alpes para festejar um casamento ítalo-angolano.

IMG_1721

Roma recebeu-nos com um tempo magnífico.

Estávamos na segunda quinzena de Agosto e a cidade estava tranquila q.b., sem grandes multidões, o que é sempre agradável, mas com a desvantagem de ter alguns serviços fechados…alguns dos restaurantes e clubes recomendados estavam fechados, mas a verdade é que assim temos um pretexto para lá voltar muito em breve.

Fica, por isso, a nota: as férias são uma “instituição” em Itália, e o dolce fare niente um direito adquirido. Ninguém abdica delas, e é exactamente nessa altura que os italianos correm para beira-mar. convém, por isso, escolher cautelosamente, a melhor altura para visitar Itália,

Mas Roma lá estava, o tal “museu a céu aberto”, imponente como tão bem sabe ser.

Que cidade tão bonita!

(poderia ter usado outro adjectivo, mas por vezes a simplicidade das palavras sustenta a magnitude do sentimento).

Apetece passear a pé sem rumo, só a absorver a atmosfera.

IMG_1726

E foi o que fizemos, recém chegadas, os olhos ainda a habituarem-se ao cenário, meio sem acreditarmos que as tão desejadas férias tinham finalmente chegado.

Piazza Di spagna, com as suas longas escadarias com vista privilegiada, Via del Corso, Via Condotti, finalmente a Fontana di Trevi e (lugar comum?), entramos de repente na Dolce Vita de Fellini, exactamente naquele lugar que imortalizou Anita Ekberg e Marcello Mastroianni.

E a doce caminhada continua…o Panteão, a Piazza Navona, perfeita para um flute de prosecco…

No Coliseu há encontros imediatos com gladiadores, e pela cidade um sem número de belezas cheias de história e Arte a que ninguém fica indiferente…Teatro de L’opera, Teatro de la Esposizione, Colonna Traiana…

O bairro de Trastevere foi o escolhido para uma bela jantarada perfumada a Chianti, onde recebemos o melhor conselho das nossas vidas, de uma sexagenária deliciosa, com uma história de vida incrível:

“Girls, be good. And if you can’t be good, be wise”

 …e num ápice (soube a tão pouco…) estávamos nós no comboio, rumo ao destino seguinte.

 

Em breve, a aventura continua…

assinatura

*Artigo originalmente publicado na Revista Rotas & Sabores.

A Revista Rotas & Sabores, em parceria com o Luanda Nightlife, publicou o Guia da Cidade de Luanda, na edição de aniversário da Revista (edição n.º 7, Fevereiro / Março de 2015).

O que é que Luanda tem?

Vai ter de ler o guia para descobrir.

Guia Luanda - cover

Recomendo a compra da revista para ter um guia todinho para si.

De todo o modo, os promotores desta iniciativa cederam-nos gentilmente o guia em PDF, que poderei enviar para todos aqueles que manifestarem vontade de o receber.

NB: A Rotas & Sabores está disponível ao público nos supermercados Kero, Descontão, Casa dos Frescos, Martal, Foodlovers, livrarias de hotéis e em algumas pastelarias em Luanda.

assinatura-coracao

 

IMG_0741

A zona velha de Nice, com imensas lojinhas, restaurantes e bares, é um dos locais a não perder.

A primeira noite foi brindada com um manjar dos Deuses numa típica brasserie francesa. Estávamos de férias, descontraídos e os vinhos da Provença faziam as nossas delícias.

O dia seguinte seria passado no Principado do Mónaco.

A estrada que serpenteia o mar leva até ao Mónaco e revela um universo de esplendor.

Um dos países mais pequenos do Mundo, e talvez um dos que mais respire luxo e graça nos seus escassos metros quadrados. Cidade com dois níveis, em formato de presépio à beira-mar, com iates e carros topo de gama por todo o lado, é notório o apreço dos Monegascos pela família real, em especial a tão adorada Grace Kelly, responsável por ter atraído toda a aura de glamour que o Mónaco hoje ostenta.

E de facto Monte Carlo, usualmente tão elegantemente serena, tem uma dinâmica completamente diferente em época de Fórmula 1…o quádruplo das pessoas, ruas a abarrotar, estradas fechadas (porque tornadas pistas de corrida), música por todo o lado, festas nos barcos que se transformam em clubes, calções e vestidos de gala lado a lado, animação ao rubro.

Apetece ficar a dançar, e o Amber Lounge, um clube exclusivo para a F1, é garantidamente um dos espaços must go.

IMG_9462

E quando se chega a Cannes?

A cidade cuja fama a precede, e que faz parte do imaginário de todos nós, tantas são as estrelas que atravessam os seus tapetes vermelhos.

Há uma vibração que emana da Boulevard de la Croisette, que liga a cidade à praia, talvez por ser logo ali que se situa o local onde anualmente é realizado o aclamado Festival Internacional de Cinema de Cannes, considerado o mais prestigiado festival de cinema do Mundo, que teve início nos anos 30.

Chegámos cerca de uma semana depois do Festival, e encontrámos a cidade tranquila, em estado dormente pós turbilhão cinematográfico.

O Hotel Martinez, talvez o hotel com a fachada mais bonita que já terei visto, palco dos amores de Grace & Rainier, é um dos pontos de paragem obrigatória.

O Grand Hotel Cannes é recomendável para quem deseje um jantar gourmet, e o lounge bar Bâoli e o VIP Room têm animação garantida para os que queiram continuar pela noite fora.

Texto publicado na “Porta de Embarque” da Revista Rotas & Sabores // Outubro 2014

assinatura

IMG_1369

Luxo. Glamour. Mar Azul.
Seriam as palavras escolhidas, sem esforço algum, se me fosse pedido para descrever em três palavras esta zona de férias por excelência.
Ao olharmos para aquela baía beijada pelo Mar Mediterrâneo pela primeira vez, percebemos logo que aquele primeiro olhar terá de ser repetido vezes sem conta. E porque os Alpes Marítimos são permeados também pelos aromas e sabores da Provence, sabemos então que temos diante de nós o local onde a França é feita para o romance.
Em Maio de 2014 fui pela segunda vez a Riviera Francesa, porque a tal primeira vez, ainda que memorável, não fora o suficiente.
Há muito planeada, finalmente foi possível ir a Côte d’Azur durante o mês de Maio, uma data nada indicada ao acaso. Os aficionados saberão porquê…foi propositadamente escolhida para coincidir com o mítico Grande Prémio de Fórmula 1, no Mónaco.
Uma semana à minha disposição tornou-se demasiado curta para atravessar o Sul de França, e ainda dar uma espreitadela ao Mónaco. Mas a vontade era demasiado grande e o grupo estóico, por isso partimos à descoberta.
Tratámos de tudo com antecedência – hotel, carro, os bilhetes para a Fórmula 1 e alguns restaurantes mais cobiçados – por ser um dos destinos mais procurados do Mundo, apesar de dispendioso q.b.
Saindo de Luanda, optámos por passar por Lisboa e de lá apanhar um voo para Nice, a maior cidade da região. Uma alternativa agradável seria ir de Luanda a Paris, e de Paris para Nice de avião, ou, para quem prefira, de comboio…É que atravessar a França, de Chardonnay em riste, é sempre uma delícia.

IMG_0438
Querendo, como nós, passear pela Côte d’Azur, o ideal é ficar hospedado em Nice, pela localização, quase um porto seguro, e por ser de facto uma cidade com mil facetas, pronta para agradar quem recebe, sem perder o ar inocente de cidade à Beira – Mar.
À chegada, a Promenade des Anglais (a marginal), impressiona.

Começaram logo as comparações com outras, pelo Mundo, mas de facto cada cidade tem o seu encanto muito próprio. Os edifícios, imponentes, o mar mediterrâneo, sereno e encantador, a brisa cálida de um verão ainda preguiçoso, bicicletas a circular, parecia todo um cenário preparado propositadamente para desejar: Bienvenue à La Côte d’Azur.

Decidimos ficar hospedados no Hotel Palais de la Méditerranée, situado mesmo na Promenade, frente ao mar. Excelente localização, óptimo balanço entre o clássico e o moderno, serviço 5 estrelas.
Outra opção poderia ser o Hotel Negresco, ideal para os amantes do estilo da Belle Epoque, um clássico da Riviera Francesa. Este hotel centenário está localizado no melhor ponto da Promenade e é um ícone que já hospedou celebridades, reis, rainhas e os Beatles durante longas temporadas. E detém ainda nos seus domínios o restaurante Chantecler, estrela Michelin há vários anos.
Para os que desejarem uma zona com menos movimento, o romantismo do Hotel Boscolo Exedra é uma opção encantadora.
França é queijo e vinhos, campo e mar. E nós queríamos tudo aquilo a que tínhamos direito.

IMG_9399

assinaturaTexto publicado na “Porta de Embarque” da Revista Rotas & Sabores // Outubro 2014

Formentera

No dia seguinte, o ponto alto da viagem: chegar à praia. Escolhemos Ses Illetes, no extremo norte da ilha, em que as praias são mais recortadas e, por isso, com águas muito calmas. Os olhos têm de estar semicerrados, porque ofuscados por toda aquela claridade, de um sol intenso em céu azul e aquela água, deslumbrante, cristalina azul-turquesa, azul esverdeada, azul transparente, azul caraíbas, azul paraíso. Pisar aquela areia branca e fina… E o calor? Que calor… Aquele calor em que é mesmo preciso levar chapéu-de-sol para a praia (…que o hotel empresta, ok? demorámos horas a perceber isso…), o que se percebe porque na areia estão milhares de chapéus iguais, de riscas às cores, com a típica lagartixa, símbolo de Formentera, desenhada.

No fim de um belo dia de praia, a “festa” prolonga-se no quarto do hotel, com vários jogos de adivinhas à noiva (com respostas a que ninguém normal chegaria), presentes, vinho e muita galhofa. Jantamos no Pinatar, um restaurante de paellas, na esplanada do jardim interior (duas paelhas para seis? três paelhas para quatro? uma paelha para três? “Que falta de chá”, Mercedez dixit).

Bora ao Blue Bar? Booora (talvez a palavra mais dita durante as férias). Eh pah, o carro não pega. Deixa-me tentar. Não pega mesmo. Tenta tu. Não pega. Vamos chamar o reboque. “Bambini no fare casino!” Barulhentas? Quem, nós? Difamação! Meninas, não esquecer a posição. Alejandra não larga o Blackberry porque está a jogar na bolsa… Olha!! Afinal o carro pega!! Ah, era só rodar a chave?! mais figuras de otárias em frente a estranhos. Mas parece que nada mais importa…estamos felizes!

Imagem 765

A noite termina num pequeno-almoço difícil no Hotel (são uns ditadores…não se pode fazer nada! nem sequer levar um pacotinho de bolachas do pequeno-almoço?!…).

Mais um dia de praia. Está um calor inacreditável e, por isso, levamos um chapéu-de-sol para cada uma (!) e montamos uma verdadeira “tenda” (acho que se calhar exagerámos um bocadinho!). A praia está cheia e há uma italiana que entra em histeria quando um dos nossos chapéus-de-sol voa. Há um barulho de fundo bom, de várias conversas ao mesmo tempo, em espanhol, italiano, português, misturadas com o som das ondas, o frenesim de barcos a entrar e a sair, bolas de vólei por todo o lado! Há fotografias, gargalhadas e escaldões. Demasiadas coisas a acontecer ao mesmo tempo. Uma agitação que não pára e que culmina quando, ao fim da tarde, os promotores correm as praias a avisar onde vai ser o apperitivi.

Saímos da praia para o spot indicado, a música alta, tudo a buzinar, “sorriam e acenem, meninas”…quando nos apercebemos de que temos a mala do carro aberta e não somos umas superstars, afinal. Genial!

Hotel, banho, jantar. As noites são quentes e um vestido é suficiente. Jantamos no Casanita, o nosso restaurante de eleição, muito acolhedor, com pratos óptimos, uma decoração linda e shots de licores exóticos, de sobremesa. Cantamos o Vambora em coro e o restaurante pára para ouvir. Digamos que a discrição não é exactamente a nossa pedra de toque. Desculpável, afinal é uma despedida de solteira.

Vamos ao Neroopaco e dançamos sem parar no jardim com a bola de espelhos gigante pendurada.

Imagem 771

Há uma festa na praia, em Calla Saona. Não é fácil ir a uma festa na praia com sandálias de saltos altos. Mercedez e Alejandra tropeçam e caem agarradas uma à outra (que sonho… não aguento de tanto rir!!!). Mercedez insiste nas quedas, desta vez ao comprido, esticada mesmo em cima de uma cadeira de praia!

Bora ao Pineta? Booora. As discotecas em Es Pujols têm nomes estranhíssimos (Pineta e Pachanka…sem comentários…). No Pineta  acontece de tudo um pouco: um drag queen canta em duo com a música e o fumo branco invade a pista! Vamos para a zona exterior. Há um Espanhol que, a tentar ser simpático (…) cria uma situação digna de um “lost in translation”.  É o drama, é o horror, é um mal-educado, que ofensa! Formamos e saímos todas em fila. Cá fora, falamos sobre o episódio e afinal, tudo esclarecido, era apenas mais um motivo para rir sem parar. Nada melhor do que uma boa histeria de grupo e um pseudo “inimigo” comum, o cabrón.

 

assinatura

Imagem 610

Porque a Europa está em pleno verão, e é a época alta das (épicas!) despedidas de solteira, decidimos recordar uma memorável viagem realizada para celebrar a (épica!) despedida de solteira de uma grande amiga, num destino paradisíaco.

Um texto pensado a três, narrado pela então noivinha…

E foi assim:

Em Setembro de 2011 eu e um grupo de amigas decidimos zarpar para Formentera.

Era a minha despedida de solteira.

Chegar a Formentera não é fácil: sair de Lisboa, fazer escala em Madrid, porque nem sempre há voos directos, chegar ao Aeroporto de Ibiza, apanhar um táxi para o Porto de Ibiza, apanhar o barco para Formentera, chegar ao Porto de Formentera, ir buscar o carro/mota alugado e seguir, finalmente, para o hotel/apartamento.

Mas chegar a Formentera é ainda mais atribulado quando um grupo de miúdas se junta para uma viagem de despedida de solteira. Um grupo com muito boa onda e uma sintonia incrível, o que resulta numa emoção-quase-histeria a todo o tempo.

As aventuras começam logo no aeroporto de Lisboa com o tão esperado encontro, as novidades (há sempre novidades ainda que tenhamos falado ontem à noite), a conversa posta em dia a um ritmo alucinante e a parafernália das malas. Segue-se o aeroporto de Madrid, a atribuição de nomes de código (Carmen, Pilar, Mercedes e Leti), a expulsão de uma loja (ah isto é um top e não um vestido? e não se pode tirar fotografias?), o verniz azul em todos os dedos, o “preciso de um chocolate” em uníssono.

A animação continua, a bordo de um avião minúsculo com destino a Ibiza (que por momentos parecia que ia cair). Há um casal estranhíssimo a discutir lá atrás e é impossível não ouvir a berraria. Ela bebe demais, bate nele e chora e ri quase em simultâneo. É inevitável ouvir aquela telenovela mexicana (no caso italiana) e é difícil não rir. Parecem todos personagens colocadas estrategicamente no nosso percurso para tornar a viagem ainda mais entusiasmante…

Imagem 640

Chegamos a Ibiza. O calor que se sente cheira a verão, a férias, praia e amigas. No andar de cima do barco para Formentera, ao ar livre, estão grupos de amigas (o nosso), casais e famílias e há um certo reboliço, pessoas a falar incessantemente (nós), a tirar fotografias (nós) e, no mar, uma agitação de barcos, para cá e para lá, sobretudo veleiros. Há uma senhora de idade que insiste em sentar-se em cima da minha mala e me vai dar cabo dos cremes…pânico seguido de gargalhada geral. Este é o novo conceito de desgraça. Já estamos completamente em modo férias.

Chegamos finalmente a Formentera, onde Alejandra (outro nome de código) surge em grande estilo no Porto de La Savina, no nosso coche rojo, a dominar a ilha e as carreteras. Novo reencontro (e respectiva histeria colectiva), abraços (ai amigaaaaaa!), fotografias, novidades e a “equipa vencedora” está completa!

Em direcção a Es Pujols, contornando a grande Lagoa (Estany Pudent) integrada no Parque Natural de Ses Salines (declarado Património da Humanidade pela UNESCO) perdemos a conta à quantidade infindável de aceleras, quase todas com turistas com chapéus-de-sol, havaianas e muita areia. Es Pujols é uma das zonas mais animadas da ilha, repleta de hotéis, bares e discotecas, restaurantes e lojas. É urgente fazer um reconhecimento do local.

Check-in no Hotel. Estacionamos à porta (olha que estranho não haver aqui carros), ignorando olimpicamente a placa “no parking”. O recepcionista (super Mário) já meio baralhado com as identidades de cada uma (às tantas já confundíamos tudo, nomes fictícios e reais) e com as milhentas perguntas que tínhamos para fazer.

“Bora conhecer isto”? (talvez a frase mais dita naqueles dias)…

Jantámos no Pizza Pazza, circulámos pela zona de bares, demos um salto ao mercado de artesanato no passeio marítimo e espreitámos a loja, estilo indiano, que vende de tudo um pouco.

Acusámos o cansaço da viagem e regressamos ao hotel. Mesmo assim, de copo de vinho em riste, estoicamente conversámos durante horas, pela madrugada fora…

Não sabíamos, ainda, que um mar tão azul esperava por nós…

Fotografias de Patrícia Pedroso.

Imagem 679

assinatura

A convite do site Luanda Nightlife, o site que destaca os melhores spots da cidade de Luanda,  o The Alexe Affair elaborou, na rubrica Luandando, uma review ao novíssimo Restaurante Kitanda da Esquina.

O Luandando com o The Alexe Affair pode ser visto aqui.

MT_L0510

 

A Kitanda da Esquina, pelos cinco sentidos de Alexandra Gonçalves

Luanda tem um novo espaço, criado no intuito de apelar (e agradar) aos cinco sentidos..

Mais do que um Restaurante, o Kitanda da Esquina foi pensado para ser um espaço de Cultura, em que a gastronomia de alta qualidade tem o papel protagonista.

Com a assinatura do conceituado Chef Vítor Sobral, cuja formação internacional e uma profunda incursão pelos países Lusófonos permitiu a criação de um menu tão eclético quanto poderia ser o resultado de influências do Alentejo, do Brasil, da África Lusófona, com incidência na incontornável gastronomia Angolana, criando uma terceira Cultura – a de fusão.

Encontramos, por isso, uma estilização da cozinha Angolana, em tom maior, que faz jus à profundidade da riqueza cultural da língua Portuguesa e da raíz de cada País que compõe a lusofonia.

Ali, as lulas com quiabos comovem os apreciadores, a moqueca de lagosta passeia de mãos dadas com a muamba de galinha, esta acompanhada pelo arroz de salsa, e a tarte de caramelo com crocante de ginguba (que pode ser apreciada com um late harvest) vem como estocada final.

Isto, apenas a título de exemplo.

Restaurante Kitanda da Esquina

Deve tudo ser bem regado a vinhos e champagnes, ainda que a copo, seja num menu degustação, jantar de um prato apenas, ou se opte por petiscos, ex libris da casa, a preços bastante razoáveis para a cidade de Luanda.

Nesta “tasca elegante”, de ambiente despretensioso e acolhedor, de cozinha aberta e serviço atencioso, há diversos elementos que alimentam a visão…os produtos que facilmente encontramos nos mercados, por Angola fora, dispostos em prateleiras, como se de uma verdadeira kitanda se tratasse, os bancos forrados a coloridos panos africanos, o chá de caxinde, a múcua e até o pau de Cabinda, à disposição da curiosidade e do tacto dos fregueses.

Restaurante Kitanda da Esquina

E quando este “cheiro a terra” é complementado por louça de porcelana Vista Alegre (em que os tradicionais copos de reco reco têm lugar de destaque), os talheres são de design e por todo o lado há o uso de materiais nobres, como a madeira e o mármore, temos a certeza de que este é um lugar criado para nos sentirmos em casa.

Restaurante Kitanda da Esquina

Em complemento, uma agradável esplanada e um lounge propício a animadas happy hours com Dj, bem como uma padaria / pastelaria gourmet fazem parte dos planos futuros do Kitanda da Esquina.

Com um palco para artistas convidados e paredes prontas para exposições temporárias de artistas locais, ficam os nossos sentidos alimentados e com vontade de regressar.

 

assinatura

 

%d bloggers like this: