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TQuando soube que iria em breve a São Francisco, pus-me logo a matutar, a projectar, inventar e (tentar) recordar o (pouco!) que sabia sobre a cidade…resumidamente: as ruas inclinadas, graças aos filmes, a ponte (por causa dos filmes), os hippies (filmes), os movimentos gays (ainda os filmes), as artes e cultura (mais do mesmo)…

Digamos que o cinema tem feito o árduo papel parental de me incutir alguma cultura geral.

[Questiono-me sobre o que os adultos à minha volta estariam a fazer, enquanto eu papava filmes…]

Não chegava, obviamente, para estar pronta para explorar a cidade. Comecei então por pedir dicas aos amigos que já lá tinham ido, para obter aquele ponto de vista tão especial, pessoal e subjectivo (quanto criticável), que não se obtém de um guia de viagens…

Todos os meus amigos falavam da cidade com um carinho imenso e todos, sem excepção, querem lá voltar…inclusive o meu ortodontista, que com ar sonhador relembrava as belas férias que lá passou (enquanto, despreocupadamente, me infligia alguma dor).

As “principais atracções de São Francisco” estavam identificadas no meu guia American Express.

Era o meu primeiro dia em São Francisco, estava um dia de sol inacreditável e apetecia-me andar a pé, por isso decidi usá-las como ponto de partida.

Mesmo ao lado do hotel, na Stockton Street, fica a Union Square…uma pracinha simpática com um monumento fotografável, propícia para aquele desporto fantástico e de fama internacional chamado people watching (ou, em bom português, “ficar a ver a malta a passar”), ladeada por…(surto repentino, um gritinho interior, seguido de cegueira momentânea)…todas as lojas fantásticas que são um dos grandes motivos que nos fazem (a nós, “as miúdas”) desejar ir às compras aos Estados Unidos…Victoria’s Secrets, Armani Exchange, loja da Levi’s gigante, só rivalizada (em tamanho) pela da Apple (que é literalmente uma loja de brinquedos para adultos, porque causa a estes as mesmas reacções que àqueles ao entrarem na Toys R Us), os grandes armazéns (Macy’s e companhia), as lojas de primeira classe (Louis Vuitton, Cartier e amiguinhas),uns passos mais abaixo o enorme Westfield San Francisco Shopping Mall

Por tudo isso, para quem quiser ir às compras em São Francisco, os arredores da Union Square são a zona perfeita para ficar hospedado, porque permite fazer aquela coisa inteligentíssima (em que toda a gente já pensou) que é (i) ir às compras, (ii) deixá-las no hotel e (iii) seguir para os passeios como se nada tivesse acontecido! (com um sorriso aberto, de orelha a orelha…isso porque as contas à vida só se fazem quando se regressa a casa).

Daí para a Chinatown são 10 passos. Mesmo a chegar a Chinatown Gate e antes de mergulhar para o Oriente, sugiro uma paragem (não demasiado rápida) em Paris, mais propriamente no Café de La PressePorque não há pastelaria como a francesa, porque o espaço é amplo e bem decorado, a esplanada convidativa, e os pequenos almoços, rodeados de la presse do mundo inteiro, sublimes.

E de repente, a China!

(Quase) literalmente. Com Governo e hospitais próprios. Lojas e restaurantes (diz que o Four Seas é o melhor deles todos), gente de olhos em bico, ruas decoradas, especiarias suspeitas, e só faltavam mesmo os riquexós…

To be continued.

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