Terra da felicidade.

Terra do deserto, do mar, do caranguejo, da Welwitschia Mirabilis. Terra da diversidade cultural. O Namibe é tudo isto e é tudo isto que o torna tão especial.

É também uma das províncias de Angola mais forte em termos de turismo. O deserto explica boa parte deste sucesso, mas as praias não estão inocentes na escolha desta província para uns dias de descanso. Aliás, é no Namibe que estão as praias mais radicais que se podem encontrar no país, sem esquecer a famosa onda de 3 quilómetros de comprimento, em Cabo Negro.

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Praia: Cabo Negro

Tipo de Praia: Aventura e desporto.

Localização: Tombwa, a cerca de 100 quilómetros da capital da província do Namibe, com o mesmo nome.

Como ir: em viaturas com tracção a 4 rodas, adaptadas para andar no deserto.

Nível de dificuldade dos acessos: 5

Onde ficar: Acampar é a solução. É uma praia completamente deserta, e é desejável que assim continue. A alternativa será pernoitar no Flamingo Lodge e percorrer alguns Kms para chegar a Cabo Negro.

Onde comer: num piquenique à beira-mar.

Conselhos úteis: se não conhecer a área na perfeição, vá acompanhado de guias experientes. Não arrisque.

O melhor: A paisagem: mar aberto e uma duna gigante pontuada de rochas, com golfinhos a completar o cenário. É o spot perfeito para se sentir completamente “into the wild”.

O pior: não há, a não ser, claro, que prefira uma praia cheia de gente.

Exclusivo: É a praia com as melhores ondas para surfar em Angola.

Surf Spot: Sim. O melhor!

Ligação ao mundo? Escassa. Há rede de telemóvel apenas ao cimo da duna. Perfeito para se desligar do mundo.

Outras praias na zona: Ali perto, ainda no município do Tombwa, existem outros areais, mas temos dúvidas de que vá querer deixar Cabo Negro para trás.

Além da praia: Aventure-se pelo deserto. Faça do leito dos rios a sua estrada, das dunas um atalho, do sol a sua bússola. Explore o parque do Iona e marque encontro com os Himbas, um povo nómada que circula entre o Sul de Angola e a Namíbia e viva a “descoberta” de uma das tribos mais carismáticas desta parte do mundo.

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*Texto originalmente publicado na edição n.º 12 da Revista Rotas & Sabores.

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O turismo é, sem dúvida, o forte da província de Benguela. E a explicação até é fácil se pensarmos que é a região com algumas das praias mais bonitas de Angola, com destaque para a praia da Caotinha, uma das maravilhas naturais do país.

Mas há mais: Baía Azul, Baía dos Elefantes, Caota, Lucira…Às praias junta-se ainda uma cidade bem conservada, bonita, com edifícios de arquitectura colonial e a sua gente de sorriso grande.

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Praia: Baía Azul

Tipo de Praia: Familiar

Localização: A Sul de Benguela.

Como ir: de carro, em qualquer viatura.

Nível de dificuldade dos acessos: 2

Onde ficar: Hotel Duas Faces, ou, se preferir, no Hotel Mil Cidades em Benguela ou no Hotel Términus, no Lobito.

Onde comer: Restaurante Bodona

Conselhos úteis: Faça um périplo pelas praias da área. Não se vai arrepender.

O melhor: A deslumbrante baía, com 3 kms de extensão, e águas muito azuis.

O pior: a praia é bastante frequentada, o que poderá desagradar quem prefira praias mais desertas.

Exclusivo: Benguela tem as águas mais cristalinas de toda a Costa angolana.

Surf Spot: Não.

Ligação ao mundo? Sim.

Outras praias na zona: a visita a Benguela não estará completa sem um mergulho nas transparentes águas da Caotinha.

Além da praia: Já foi dar um beijo ao crocodilo, no Dombe Grande?

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*Texto originalmente publicado na edição n.º 12 da Revista Rotas & Sabores.

 

Sumbe, capital da Província do Kwanza Sul, e Porto Amboim, um porto de extrema importância para a Província, são os principais pontos de atracção para quem viaje até esta região de Angola.

Um local com inúmeras belezas naturais, desde praias paradisíacas, quedas de água, o frondoso verde Waku Kungo, até às águas termais, às grutas e fortalezas e ruínas que guardam a História da província.

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Praia: Kikombo

Tipo de Praia: Aventura

Localização: a Sul do Sumbe (conseguem obter a localização GPS? Seria muito giro para todas as praias)

Como ir: de carro.

Nível de dificuldade dos acessos: 3. Não há placas de sinalização e o sinal de GPS não é fiável.

Onde ficar: Pousada do Wembele, Hotel Ritz

Onde comer: Restaurante Marisqueira Brisa, Mar e Sol

Conselhos uteis: Em fim-de-semana de Festisumbe, faça as suas reservas com antecedência.

O melhor: A natureza, imponente e diversificada.

O pior: a falta de sinalização dos principais atractivos.

Exclusivo: a proximidade com as grutas da Sassa e outros tesouros naturais.

Surf Spot: Sim.

Ligação ao mundo? Sim.

Outras praias na zona: Marginal do Sumbe, Praia dos Namorados, Kitoba e Katanas.

Além da praia: já pensou em partir à descoberta de um morro para escalar?

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*Texto originalmente publicado na edição n.º 12 da Revista Rotas & Sabores.

Luanda cresce a cada dia, cada mês, cada ano.

A capital de Angola é cada vez mais cosmopolita, uma cidade fervilhante que todos os dias surpreende com mais oferta turística e que hoje se preocupa também em receber bem.

A sua costa, as suas areias, o seu imenso mar continua a ser o seu cartão postal.

E como se não bastasse ainda tem uma ilha paradisíaca, a ilha do Mussulo.

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Praia: Ilha do Mussulo

Tipo de Praia: o que quiser fazer dela. É uma das praias mais icónicas do país, faz parte da história e do quotidiano dos Luandenses. Para um fim-de-semana com família e amigos, aventura ou puro relaxe, vale a pena dar um saltinho a este paraíso a dois passos de Luanda.

Localização: Costa Sul de Luanda.

Como ir: de barco, pelo embarcadouro do Mussulo. A agradável alternativa é apanhar o barco na ilha de Luanda, e usufruir da vista de Luanda pelo mar. Os mais aventureiros poderão também ir de carro, pelo Buraco, em altura de maré baixa.

Nível de dificuldade dos acessos: 2

Onde ficar: Resort Ssulo, Resort Kanawa, Roça das Mangueiras, Resort Cherne Village…ou em casa de amigos.

Onde comer: os resorts mencionados têm todos restaurante. Poderá também comprar peixe fresco e marisco directamente aos Pescadores.

Conselhos úteis: Desligue o telemóvel…e relaxe.

O melhor: o mergulho de meia noite em pleno revéillon

O pior: pode por vezes ficar demasiado cheio.

Exclusivo: Tem o pôr do sol mais bonito do mundo.

Surf Spot: Não, mas é perfeito para treinar a sua habilidade no Stand Up Paddle.

Ligação ao mundo? Sim.

Além da praia: O Mussulo é palco perfeito para encontros e reencontros, para apreciar a maresia e brindar à vida à beira-mar, até ao nascer do Sol.

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*Texto originalmente publicado na edição n.º 12 da Revista Rotas & Sabores.

Localizada no litoral Norte de Angola, a Província do Bengo é um escape perfeito para quem quer fugir da agitada Luanda. Afinal, fica a poucos quilómetros da Capital e guarda praias quase desertas e locais de interesse turístico, como reserva animal, reserva florestal, rios, lagoas e ruínas da época colonial. Aliás, nos últimos anos, pode dizer-se que o turismo tem sido a principal fonte de receita da região.

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Praia: Praia dos Namorados, Barra do Dande

Tipo de Praia: excelente para namorar.

Localização: Baía da Barra do Dande, a Norte de Luanda.

Como ir: por terra, em qualquer viatura.

Nível de dificuldade dos acessos: 2

Onde ficar: Resort Pasargada, Paridiseos Resort.

Onde comer: Nas barraquinhas locais em que poderá usufruir de uma maravilhosa refeição, com cacusso grelhado acabado de pescar.

Conselhos uteis: Se sair de Luanda, faça-o cedo, pela manhã, para evitar o trânsito.

O melhor: A vista sobre a baía.

O pior: a área não está perfeitamente limpa.

Exclusivo: Natureza verdejante, rio e mar, tudo no mesmo local.

Surf Spot: sim, mas em alturas pontuais do ano.

Ligação ao mundo? Sim.

Outras praias na zona: Ambriz, Catumbo, Pambala e Santiago.

Além da praia: Suba o morro e vá até ao farol para apreciar a vista imperdível sobre a baía da Barra do Dande.

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*Texto publicado na edição 12 da Revista Rotas & Sabores.

O artigo “Angola, Um País à Beira Mar”, da Revista Rotas & Sabores, está de volta!

Nesta 2a edição, que conta também com a colaboração do The Alexe Affair, e que anunciámos aqui, a Costa angolana, de Norte a Sul do País, foi novamente explorada para lhe mostrar a beleza da nossa paisagem e o azul do nosso mar.

Vamos a mergulhos em Cabinda?

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É a Província mais a Norte de Angola e nasceu da fusão de três reinos: Makongo, Mangoyo e Maluangu. Hoje, essa herança histórica ainda perdura, o que faz de Cabinda um lugar com tradições muito fortes, e características muito próprias, que a tornam encantadora. A sua floresta do Mayombe é um dos principais pontos de atracção e a cidade em si respira um certo ecletismo, já que americanos e franceses foram atraídos por um dos seus tesouros valiosos, o petróleo.

Praia: Fútila

Tipo de Praia: Familiar e de relaxe.

Localização: A 20 kms a Norte de Cabinda.

Como ir: de fácil acesso, qualquer viatura é adequada para lá chegar.

Nível de dificuldade dos acessos: 1

Onde ficar: Fútila Beach, Palhota, Alaza – Caio.

O que comer: As iguarias de Cabinda são inesquecíveis – não se esqueça de provar a Sacafolha, maiaca e chikuanga. Não as vai encontrar em nenhuma outra província.

Conselhos úteis: Explore! O enclave está cheio de mistérios escondidos, e o Mayombe é simplesmente abismal.

O melhor: a localização, a poucos kms do centro da Cidade.

O pior: A praia tem actividade piscatória, o que lhe confere encanto. Mas por vezes, a actividade constante dos pescadores poderá interferir com o seu descanso.

Exclusivo: Uma ponte (quase) em ruínas, perfeita para enquadramentos fotográficos de sonho.

Surf Spot: Em estudo. Em períodos de swell grande, há a forte probabilidade de ser uma praia surfável.

Ligação ao mundo? Sim.

Outras praias na zona: Cacongo, Mangue Seco, Girassol, Mandarim e Baía do Malembo.

Além da praia: Se procura história, tradições e ritos inexistentes noutra parte do mundo, então está no sítio certo. Vá até ao Morro do Tchizo e conheça os Bakama, um dos mais notáveis símbolos da cultura Cabinda, uma espécie de sociedade secreta, que usa vestes adornadas de folhas de bananeira e máscaras artesanais, ocultando os rostos, e assim trajados efectuam exibições em cerimónias relevantes na vida da comunidade.

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*Fotografias de Sérgio Afonso, para a The Art Affair e a The Takes.

 

Economia & Mercado - Figura do Mês - AG 1A ENTREVISTA NA ECONOMIA & MERCADO

Qual a receita para ser uma boa advogada, principalmente na conjuntura em que nos encontramos?

Não há certamente uma resposta única a esta questão, dado não existir, infelizmente, uma fórmula única para o sucesso.

A meu ver, formação constante, o radar ligado à actualidade socioeconómica e às novidades legislativas, bem como imprescindíveis (muitas) horas de trabalho, poderão sem dúvida contribuir para o sucesso na advocacia. Ter um objectivo bem definido e seguir à risca o plano estipulado para o alcançar, em acréscimo, será a cereja no topo do bolo.

A seguinte máxima de Alvin Toffler poderá servir como guidance para quem queira vingar profissionalmente, ainda que em conjunturas mais difíceis, como a que atravessamos: “Ou se tem uma estratégia própria, ou então somos parte da estratégia de alguém”.

Que grandes desafios tem pela frente?

Em síntese, construir uma carreira sólida e com consciência social, em Angola.

Que obstáculo encontra para alcançar as metas que pretende alcançar?

Devido a exposição internacional que a profissão proporciona, temos necessariamente de trabalhar com o mesmo rigor, eficiência e expertise que os nossos congéneres noutras partes do Mundo, o que nem sempre se afigura fácil.

Vivemos num país ainda em fase de transição, que nos apresenta diariamente desafios – por vezes obstáculos – pessoais e profissionais, que mutuamente se influenciam.

Mas o povo angolano é estóico, tem uma história de superação e acredito que esta geração, mais formada e internacionalmente exposta, poderá fazer a diferença, a todos os níveis.

Como avalia o ensino da área jurídica em Angola, particularmente no ramo em que actua?

Estamos na incontornável fase da “quantidade”…existem inúmeras Universidades a leccionar o curso de Direito, com níveis de qualidade diferentes.

Há duas ou três que claramente se destacam, sendo que o esforço individual de cada aluno poderá suplantar as eventuais deficiências do curso.

Os conteúdos curriculares deverão, no entanto, ser futuramente ajustados, de forma a abranger matérias que tradicionalmente não fazem parte do leque de cadeiras obrigatórias, tais como a Arbitragem (método alternativo aos tribunais judiciais para a resolução de litígios) e Direito do Petróleo e Gás, apenas para citar alguns exemplos.

Alexandra Gonçalves Data:11 de Abril 2016 foto:Carlos Aguiar

Alexandra Gonçalves
Data:11 de Abril 2016
foto:Carlos Aguiar

Qual é sua opinião face à actual situação económica do país?

Vivemos tempos de incerteza que se poderão transformar, tomadas as decisões correctas, em tempos interessantes.

A queda abrupta do preço do barril de petróleo teve efeitos imediatos sobre as receitas da economia nacional, ancorada essencialmente na produção petrolífera.

A quebra da dinâmica de crescimento na África Subsariana afecta, igualmente, a capacidade de crescimento económico de Angola. Teremos menos exportações, menos investimento público e, expectavelmente, menos investimento privado (nacional e estrangeiro).

Temos, por isso, necessariamente de entrar num novo ciclo económico de estabilidade não dependente do petróleo.

Neste clima de “ausência de fartura”, é urgente a gestão eficiente de todos os players do mercado, em prol da diminuição do despesismo, da substituição do petróleo como fonte principal de receita, do aumento da produção interna e das exportações.

No entanto, essa urgente reviravolta só poderá ser possível com a formação e capacitação dos quadros nacionais, do apoio ao empreendedorismo nacional e aos novos empreendedores, e de um investimento considerável em áreas de futuro, tais como a agricultura – há neste momento cerca de 20.000 cooperativas agro-pecuárias registadas no país – e o turismo interno – o sector da hotelaria e turismo criou, nos últimos anos, 191 mil postos de trabalho directos.

Estes são números animadores, embora insuficientes.

Que aspectos distinguem o mercado angolano da realidade dos países com quem Angola tem parcerias económicas?

Angola tem parcerias económicas com países com realidades muito distintas.

Vivemos actualmente numa economia instável, a depreciação do Kwanza chegou a cerca de 40%, a inflação sobe há 14 meses consecutivos. Não estamos, por isso, a nível regional e internacional, numa situação muito favorável, quando comparados a países economicamente estáveis.

Não obstante as inúmeras riquezas naturais e de haver muitas áreas por desenvolver, certo é que o futuro do país – e do continente – depende das pessoas e não dos bens.

Há, portanto, que importar as boas práticas, vigentes em países mais desenvolvidos e adaptá-las a nossa realidade, de forma a diminuir as discrepâncias que possam afectar parcerias económicas saudáveis.

Como referi, tal só será possível, em primeira mão, com a aposta na capacitação do capital humano, de forma a garantir o desenvolvimento sustentável do país.

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